Agenda do investidor para esta quarta-feira
Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. A Fundação Getulio Vargas divulga dois indicadores inflacionários: o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) e o IGP-10 (Índice Geral de Preços). No Brasil investidores não podem se esquecer que hoje é vencimento e último dia de negociação dos contratos futuros do Ibovespa e Ibovespa mini e opções sobre o índice Ibovespa. Dia cheio de indicadores importantes nos EUA. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os indicadores referentes ao mercado imobiliário: Alvarás de Construção e Construções Iniciadas de Imóveis. Serão divulgados também o Índice de Preços ao Produtor, a Produção Industrial e a Utilização da Capacidade Instalada, que indicam tendências inflacionárias. O Departamento de Energia divulga os Estoques de Petróleo com base semanal. No final do dia sai a ata da última reunião do FOMC, comitê de política monetária do banco central norte-americano.
Nova Bolsa de Valores pode ser criada no Brasil
Ontem os papéis da BM&F Bovespa caíram forte com a confirmação de que o grupo norte-americano BATS e a gestora de recursos Claritas estão analisando a abertura de uma bolsa de valores concorrente no Brasil. A preocupação parece ser exagerada segundo os analistas. A BM&F Bovespa, bolsa brasileira por excelência, é a quarta maior do mundo em valor de mercado. A abertura de mais um bolsa no Brasil fugiria completamente do que está acontecendo no mundo atualmente: as bolsas de valores estão se associando, como anunciado ontem pela Deutsche Borse, bolsa da Alemanha e a NYSE, nos Estados Unidos. A BM&F Bovespa pela presença e extensão com que atua no mercado brasileiro é alvo para uma fusão, o que a tornaria ainda mais forte e com o benefício de ter os custos operacionais reduzidos. Uma nova bolsa no mercado nacional ainda precisaria da ajuda das corretoras de valores para atrair clientes, algo difícil na visão dos analistas, dado a simbiose das instituições com a bolsa nacional. Vale lembrar que a Bovespa já foi uma entidade privada pertencente às corretoras nacionais. No cenário atual serão necessários alguns anos e algum produto muito inovador para uma nova bolsa tirar o brilho da forte influência e tradição que a BM&F Bovespa possui no cenário nacional e internacional.
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