quarta-feira, 30 de março de 2011

Novos e Tortuosos Caminhos

“O papel do Federal Reserve é o de parar de servir bebidas quando a festa está começando a esquentar”. Essa frase, atribuída à William McChesney – ex-Chairman do Federal Reserve (FED) –, resume sucintamente a ingrata tarefa que se impõe hoje ao Banco Central (BC). As dificuldades, contudo, não param por aí: não só a autoridade monetária tem que reduzir o descompasso entre a evolução da oferta e a demanda interna, como também impedir que haja a propagação do choque de oferta das “commodities” aos demais preços da economia e esterilizar os impactos produzidos pelos desdobramentos da última crise financeira. Se não bastassem essas circunstâncias, a rigidez dos gastos públicos e as implicações perversas na atividade produtiva da trajetória cambial reduzem sensivelmente o grau de liberdade para a atuação da política monetária.

Ainda como reflexo da última crise financeira, verifica-se um processo internacional de mudança nas formas de gestão econômica, com a revitalização de tradicionais instrumentos – agora referidos como “medidas macroprudenciais” – que complementam a política monetária. Essa revisão de pensamento está oficialmente presente nos pronunciamentos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o seu economista-chefe, Olivier Blanchard, além do controle inflacionário, os bancos centrais devem ter outros objetivos explícitos, dentre os quais a estabilidade financeira e metas relacionadas às taxas de câmbio. Segundo as suas próprias palavras: “antes da crise, convergimos para o belo em termos de políticas macroeconômicas”, referindo-se à simplicidade e a elegância de um sistema com apenas uma meta e um instrumento. Resumindo: “infelizmente, beleza não é sinônimo de verdade.”

As incertezas que permeiam o cenário interno e externo e a grande circulação de capitais são geradas pelo desequilíbrio macroeconômico global e pelo movimento dessincronizado das economias. Através da manutenção dos incentivos fiscais e de políticas monetárias extremamente agressivas, com a prática quase que generalizada de taxas de juros reais negativas, os países avançados têm priorizado o estímulo da atividade econômica. Contudo, apesar de todas as iniciativas, as melhorias são débeis, com a taxa de desemprego se mantendo em níveis elevados e, em alguns países, com uma forte preocupação com o desempenho das contas públicas. Por sua vez, os países emergentes exibem indicadores extremamente positivos, com sinais de superaquecimento e recrudescimento inflacionário.

Como a contrapartida da prolongada injeção de liquidez e da retomada do apetite de risco pelos agentes econômicos, há uma forte canalização de capitais para as economias emergentes que apresentam as melhores oportunidades de investimento. Juntamente com os benefícios, esses recursos produzem efeitos colaterais indesejados: a apreciação cambial exagerada, tensões inflacionárias e, em algumas situações, indícios de formação de bolhas no mercado de ativos. Se o câmbio valorizado reduz a possibilidade de aceleração da inflação, também traz prejuízos para a competitividade externa dos produtos nacionais, o que pode comprometer a estrutura produtiva. Por outro lado, uma maior intervenção no mercado de câmbio implica em um maior risco inflacionário, embora com a preservação momentânea das condições de concorrência. Com esse dilema, as autoridades econômicas desses países passam a operar no fio da navalha: optar entre aceitar a valorização das suas moedas ou intervir no mercado de câmbio para coibir uma apreciação excessiva. Uma equação de difícil resolução.

Dada a ausência de cooperação internacional, cada país tem feito a sua opção de forma individual, perseguindo os seus próprios objetivos e impedindo que se encontre uma solução ótima, do ponto de vista global. Há a recusa dos países superavitários em conta-corrente, como China e Alemanha, em aumentar o consumo interno. De outro lado, através da desvalorização do dólar, os EUA buscam abocanhar uma parcela da insuficiente demanda mundial. Como conseqüência, há uma troca generalizada de acusações acerca de possíveis manipulações na trajetória da taxa de câmbio nominal. Se há pouca esperança de que haja uma cooperação internacional, espera-se apenas que essa “guerra cambial” não se aprofunde e possa desdobrar em uma desastrada onda protecionista.

Ao contrário dos ritmos distintos de expansão dos países, avançados e emergentes, a elevação da inflação é um fenômeno que cada vez mais influirá no equilíbrio competitivo. Mesmo nos mais ricos, com uma menor participação dos alimentos nos seus índices de preços, o comportamento da inflação já suscita temores. No Reino Unido, por quase dois anos, a taxa de inflação encontra-se acima da meta. O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, já sinalizou que, para combater as crescentes pressões inflacionárias, poderá em breve aumentar as taxas de juros. E, agora, a crise no mundo árabe e o desastre sísmico no Japão poderão trazer impactos negativos no preço do petróleo, não se podendo descartar a repetição do fenômeno ocorrido na década de 70, quando houve uma conjugação entre combinação de estagnação econômica e inflação elevada.

Ainda que no mundo emergente, alguns países exibam uma maior tolerância inflacionária, mantendo e até mesmo reduzindo os juros, o Brasil tem tomado algumas iniciativas para impedir que o aquecimento da economia potencialize o repasse das elevações dos preços das “commodities” para os demais preços da economia. O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu pela adoção das chamadas “medidas macroprudenciais” visando reduzir o ritmo de expansão do mercado de crédito ao consumo e possíveis distorções nos preços no mercado de ativos. Em seguida, para também alinhar as expectativas inflacionárias, o Comitê de Política Monetária (COPOM) reiniciou o ciclo de alta na taxa de juros básica. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento promoveram um corte de R$ 50 bilhões no orçamento votado pelo Congresso que, executado, significará uma ligeira redução da participação das despesas correntes e transferências em relação ao produto interno, o que representa um importante apoio para a política monetária.

Contudo, no que diz respeito à estabilidade monetária, os números correntes da taxa de inflação, a desconfiança quanto à efetividade das ações e o aumento na taxa de juros básica menor do que o desejado gera uma enorme intranqüilidade no mercado financeiro. Esse sentimento pode ser percebido nas estimativas dos analistas econômicos que indicam que o centro da meta inflacionária só será alcançado em meados do próximo ano e que o teto será superado durante o ano de 2011. No passado recente, em situações como a atual, quando a taxa de inflação desviava significativamente do centro da meta, o BC – tempestivamente – promovia o aumento da taxa de juros básica para que a convergência ocorresse da forma mais rápida possível.

Em linha com os novos contornos do pensamento econômico, os responsáveis pela política voltaram as suas atenções para a possibilidade de que a excessiva liquidez comprometa a estabilidade financeira. Em seminário recente, a diretoria de Assuntos Internacionais do BC manifestou, de forma contundente, a seguinte preocupação: “… por mais que se intensificasse a política de acumulação de reservas, estava aumentando a parcela de recursos internacionais que permanecia no mercado … alimentando uma expansão não tão saudável do mercado de crédito de consumo, correndo o risco de propiciar o surgimento de bolhas e distorções exageradas nos preços de ativos, inclusive da taxa de câmbio”. Embora reconheça que haja uma complementaridade entre as medidas, o COPOM deixa claro que cabe especificadamente à política monetária garantir que as pressões de curto prazo não sejam propagadas para um período mais amplo.

O fato é que, embora a elevação da taxa de juros seja o método universal para enfrentar a inflação e impactar diretamente as expectativas, ambas as ações contribuem com os objetivos de política econômica de controlar o nível de demanda agregada. Com o crescimento expressivo do mercado de crédito, os “instrumentos macroprudenciais” ganham relevância. Enquanto o aperto da taxa de juros atinge todos os segmentos da economia, influenciam a taxa de câmbio e as decisões de investimento, as ações regulatórias seriam ferramentas rápidas e potentes para contenção de pressões localizadas de demanda. Assim, a inflação seria frontalmente combatida, ou nos setores onde a demanda se encontra aquecida e com o benefício de não aumentar o espaço de arbitragem para o movimento especulativo de capital que leve à apreciação excessiva da moeda local e à diminuição da competitividade da economia.

Há, dessa forma, uma nova postura da autoridade monetária que admite uma eventual mudança de estratégia para a taxa de juros no caso da trajetória de convergência da inflação não se mostrar adequada e até a adoção de novas “medidas macroprudenciais”. Assim, diante das restrições, é provável que a trajetória de convergência seja mais demorada do que em outros momentos. O que faria sentido em um ambiente repleto de incertezas. Um crescimento mais acelerado da inflação representa um risco de que as expectativas possam contaminar a formação de preços, levar a uma reindexação dos salários e, como conseqüência, à volta da alta inflação. Essa preocupação é relevante, embora a evolução dos salários nominais em níveis globais em relação à variação da produtividade ainda não indique tal ameaça. Conquanto evidenciada a reversão da queda inicial das concessões de crédito pessoal, outros indicadores mostram uma relativa eficácia das medidas: a taxa de juros do crédito pessoal elevou-se substancialmente e o prazo médio das operações reduziu-se.

Ainda no que se refere às “medidas macroprudenciais”, recai sobre a autoridade econômica um poder discricionário para arbitrar os setores da economia a serem atingidos. Pelo fato de que são diversos os segmentos envolvidos, há uma enorme dificuldade para apurar o balanço de prós e contras dos custos dos efeitos gerados pelas medidas de regulação e do sacrifício, em termos da atividade econômica. Se uma taxa de câmbio excessivamente apreciada é ruim para a cadeia produtiva, a utilização de tais instrumentos produz assimetrias microeconômicas, como a elevação do “spread” nos financiamentos das empresas dispostas a investir e o aumento da alocação de capital para as operações de crédito com as pessoas físicas que, deve-se dizer, tem efeito perverso na concorrência bancária.

O quadro é complexo e as opiniões definitivas devem ser evitadas. Há incertezas e muita imprecisão na avaliação de variáveis importantes como a defasagem temporal entre o aperto monetário e a queda na demanda agregada, a mensuração da taxa de juros de equilíbrio, o ritmo de evolução do produto e o processo de formação das expectativas inflacionárias. Se a direção das “medidas macroprudenciais” é conhecida, desconhece-se a magnitude dos seus efeitos, não podendo se descartar a hipótese de que a sua utilização excessiva possa promover uma parada mais brusca da economia do que a planejada. Esse receio mostra-se justificável, dado que já há alguns sinais de que o ritmo da atividade econômica já vem se arrefecendo e há dúvidas quanto ao caráter permanente da elevação dos preços das “commodities”.

terça-feira, 29 de março de 2011

Assunto: 10 notícias para lidar com os mercados nesta terça-feira
1 - Lucro líquido da Cyrela cai 60,3% no 4º trimestre. No acumulado de 2010, o lucro alcançou R$ 600,2 milhões, 17,7% menor do que o registrado no ano anterior.
2 - CPFL Energia tem queda no lucro e na geração de caixa no 4o tri. Entre outubro e dezembro do ano passado, a companhia teve lucro de 362 milhões de reais, queda de 33,5 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.
3 - Lucro da CSN soma R450 mi no quarto tri e fica aquém do esperado. A receita líquida trimestral foi de 3,4 bilhões de reais, contra perto de 3,1 bilhões de reais no mesmo período de 2009
4 - Gafisa registra lucro de R$ 137,4 milhões no 4o trimestre. No fechado de 2010, a Gafisa apurou lucro líquido de 416 milhões de reais, ante os 101,7 milhões de reais em 2009.
5 - Lucro da Copel sobe 24% em 2010, para R$1 bilhão. A empresa disse que a expansão se deu por conta do aumento de 7,5% de receita de fornecimento de energia elétrica, entre outros motivos
6 - Construtoras e varejistas são oportunidade. As ações brasileiras estão no menor valor relativo desde 2009. Para a Van Eck Associates e a Thornburg Investment Management, vale a pena comprar construtoras e varejistas, uma vez que o ciclo de alta nos juros pode estar chegando ao fim.
7 - Rio Tinto negocia com CSN participação na Riversdale. A Rio Tinto está negociando com uma das maiores acionistas da Riversdale, a brasileira CSN, para garantir uma parcela majoritária na companhia. A CSN, que detém 19,9 por cento da empresa de carvão, não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.
8 - Bolsas asiáticas voltam a apresentar números mistos. Pelo segundo pregão seguido, os mercados da Ásia fecharam sem sinal definido. Nesta terça-feira, as bolsas voltaram a oscilar conforme fatores econômicos de cada país.
9 - PIB britânico encolhe 0,5% no 4o tri de 2010. O dezembro mais frio em 100 anos causou a maior queda desde o segundo trimestre de 2009.
10 - Japão aprova orçamento recorde de US$ 1,13 trilhão. Governo terá dificuldades para aplicar a verba, emitindo mais dívidas

segunda-feira, 28 de março de 2011

Agenda Semanal - Noticias do mundo

Segunda-feira 24 a 28 China Indicador Antecedente FEV - - - -
28/mar 08:30 Brasil Pesquisa FOCUS
09:30 EUA Gasto Pessoal FEV 0.5% 0.2%
09:30 EUA Renda Pessoal FEV 0.4% 1.0%
11:00 EUA Venda Pendente de Imóveis (% a.m.) FEV 0.7% -2.8%
11:30 EUA Dallas FED MAR - - 17.5
28 a 29 China Lucros Industriais YTD (% a.a.) FEV - - - -
28 a 1 Alemanha Vendas no Varejo (% a.m.) FEV 0.3% 1.4%
Alemanha Vendas no Varejo (% a.a.) FEV 1.1% 2.6%
Terça-feira 03:00 Alemanha Confiança do Consumidor A(e)R 5.8 6.0
29/mar 05:30 Inglaterra PIB (% a.t.) 4T F -0.6% -0.6%
05:30 Inglaterra PIB (% a.a.) 4T F 1.5% 1.5%
10:00 EUA Preço dos Imóveis Urb. (% a.a.) JAN -3.20% -2.38%
10:30 Brasil Empréstimos - Bancos FEV - - $993
10:30 Brasil Empréstimos - Total FEV - - $1715
11:00 EUA Confiança do Consumidor MAR 65.4 70.4
Alemanha Inflação (% a.m.) MAR (e) 0.5% 0.5%
Alemanha Inflação (% a.a.) MAR (e) 2.2% 2.1%
Quarta-feira 06:00 Europa Clima dos Negócios MAR - - 1.45
30/mar 06:00 Europa Confiança do Consumidor MAR F -10.6 -10.6
06:00 Europa Confiança Econômica MAR 107.5 107.8
06:00 Europa Confiança da Indústria MAR 6.0 6.5
06:00 Europa Confiança do Serviços MAR 11.5 11.1
08:00 Brasil IGP-M (% a.m.) MAR 0,69% 1.00%
08:00 Brasil IGP-M (% a.a.) MAR 11,02% 11.30%
08:30 Brasil Relatório Trimestral de Inflação
08:30 EUA Corte de Vagas - Challenger MAR - - 20.0%
09:15 EUA Criação de Vagas - ADP MAR 210K 217K
Brasil Orçamento FEV - - 14.1B
Quinta-feira 04:55 Alemanha Taxa de Desemprego MAR 7.2% 7.3%
31/mar 06:00 Europa Inflação (% a.a.) (e) MAR 2.3% 2.4%
09:30 EUA Auxílio Desemprego mar/26 - - 382K
10:30 Brasil Dívida/PIB FEV - - 40.1%
10:30 Brasil Superávit Nominal FEV - - -1.5B
10:30 Brasil Superávit Primário FEV - - 17.7B
10:45 EUA Chicago Purchasing Manager MAR 70.0 71.2
11:00 EUA Pedidos à Indústria FEV 1.3% 3.1%
22:00 China PMI Indústria MAR 54.5 52.2
Brasil TJLP A(e)R 30 6,00% 6.00%
Sexta-feira 04:55 Alemanha PMI Indústria MAR F 60.9 60.9
1/abr 05:00 Europa PMI Indústria MAR F - - 57.7
05:30 Inglaterra PMI Indústria MAR 61.0 61.5
06:00 Europa Taxa de Desemprego FEV 9.9% 9.9%
08:00 Brasil IPC-S mar/31 - - 0.69%
09:00 Brasil Produção Industrial (% a.m.) (des) FEV 0,90% 0.2%
09:00 Brasil Produção Industrial (% a.a.) FEV 4.6% 2.5%
09:30 EUA Payrolls MAR 194K 192K
09:30 EUA Taxa de Desemprego MAR 8.9% 8.9%
10:00 Brasil PMI Indústria MAR - - 54.6
11:00 Brasil Balança Comercial - mensal MAR $1300 $1199M
11:00 Brasil Exportações MAR $19000 $16733M
11:00 Brasil Importações MAR $17700 $15534M
11:00 EUA Gastos na Construção (% a.m.) FEV 0.6% -0.7%
11:00 EUA ISM Indústria MAR 61.0 61.4
18:00 EUA Venda de veículos - total MAR 13.37M 13.38M

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Índice Bovespa teve um comportamento
muito parecido com o dia anterior. Apesar de
ter fechado no campo negativo, a configuração
de alta permanece devido a proximidade com
a resistência nos 68.200. Se romper, já
sabemos que haverá uma reversão no curto
prazo e o índice deverá abrir um belo range na
compra para buscar os 69.550, quiçá os
71.190, podendo ou não ter algum enrosco
pelo caminho. No campo negativo, temos uma
forte enrosco na faixa dos 67.200/67.000 que
vai servindo como suporte. A perda deste
último abre espaço para os 66.530, onde
deverá ser reforçado o quadro de congestão
novamente.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Desemprego sinaliza (certa) acomodação.

Os dados divulgados na manhã de hoje pelo IBGE vieram em linha com nossa projeção e fecham fevereiro em
6,4% contra 6,1% no mês anterior, é a menor taxa para um fevereiro desde 2002 pelo menos e mostra que a
economia brasileira ainda está sob forte inércia positiva levando devido aos impulsos anti-cíclicos feitos pelo
Governo Federal e BC.
O resultado, apesar de vir em linha com a projeção, mostra desaceleração mais forte do que pode sugerir o
nível. A alta discreta do desemprego em fevereiro é um fenômeno usual e isto é derivado do fato que o carnaval
tradicionalmente cai neste mês. No entanto, em 2011 o carnaval foi em março, e não em fevereiro. Isto sugere
que a taxa de desemprego deste mês deve ser mais alta que de costume.
A Renda Habitual Real (que é deflacionado pelo INPC, e não pelo IPCA) também apresenta comportamento
positivo, mas é nesta variável que a acomodação da atividade é mais pronunciada. A renda ainda está em
expansão como podemos ver na evolução do agregado.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Tombini: reiterando o recado.

Ontem o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, em sua visita ao Senado Federal inaugurou sem
alarde um novo canal de comunicação entre a autoridade monetária e a sociedade. Como já é praticado por
vários Bancos Centrais o discurso ao Senado do presidente Tombini foi um documento lido e, mais importante,
publicado simultaneamente no site do BC. Este procedimento dá um status diferenciado ao que ali foi
apresentado e tem peso de documento oficial.
Esta era uma antiga demanda de parte dos economistas e por aqueles que acompanham de perto os passos do
BC: que os pronunciamentos da diretoria e da presidência do BC fossem publicados para melhor entendimento
dos apontamentos ali feitos. Isto é sem dúvida um passo positivo no sentido de diminuir assimetrias de
informação e terá que entrar no roll de observações dos economistas. Esperamos que tal prática se estenda à
toda diretoria e em todos os eventos oficiais.
Neste sentido vamos analisar o documento com o mesmo critério de uma ata do COPOM.
Para acessar o discurso use o link

http://www.bcb.gov.br/pec/appron/apres/Alexandre_Tombini_Discurso_CAE_22-03-2011.pdf

segunda-feira, 21 de março de 2011

Notícias

Bolsas dos EUA sobem, com melhor avaliação de efeitos da crise no Japão

SÃO PAULO - Os principais índices acionários dos EUA sobem na sessão desta segunda-feira (21), com mercados recalculando os desdobramentos da catástrofe no Japão, enquanto os riscos de vazamento nuclear em larga escala são contidos, apesar de informações sobre alimentos contaminados produzidos nas regiões atingidas e desabastecimento em diversos pontos do país.

Por outro lado, preocupações com o futuro político da Líbia crescem após ataques de forças internacionais, o que provoca mais uma sessão de alta do petróleo.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresenta valorização de 1,33% e atinge 12.017 pontos. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, abre em alta de 1,32% a 2.679 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, sobe 1,20%, chegando a 1.295 pontos.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Dow Jones +1,33 12.017 -3,02 +3,79
Nasdaq +1,32 2.679 -5,48 +0,97
S&P 500 +1,20 1.295 -3,60 +2,94

Petróleo em alta após ataques à Líbia
Frente aos bombardeios internacionais às forças militares de Muammar Khaddafi, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, opera a US$ 115,93, alta de 1,76%. Já o barril negociado no mercado de Nova York, é negociado a US$ 102,87, configurando uma alta de 1,78% frente ao fechamento anterior.

Após o ínicio dos bombardeios, os opositores retomam alguns pontos de controle perdidos para nos últimos dias, porém o governo Líbio segue propagando que está será uma longa batalha. Por hora, a coalizão que impõe uma zona de exclusão aérea ao país descarta uma intervenção por terra.

Mega fusão nas telecomunicações
No cenário corporativo, o destaque fica por conta da compra da T-Molbile pela AT&T, por US$ 39 bilhões, em uma operação que criará a maior empresa do setor de telefonia móvel nos EUA. Até o momento, o reflexo é positivo para as ações da AT&T, que valorizam-se 2,29%, enquanto os ADRs (American Depositary Receipts) da Deutsche Telekom, controladora da T-Mobile, vão além, +12,81%.

O setor de telecomunicações como um todo acompanha a tendência com ações da Verizon em alta de 3,15% e General Communication avançando 4,30%.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Juros devem permanecer baixos.
Para além das discussões domésticas sobre o nível adequado que a SELIC deve atingir para restringir a inflação
“emergente” no país, os últimos dados econômicos sugerem que políticas monetárias expansionista devem
permanecer por mais algum tempo nos países industrializados. Ontem os EUA apresentaram algumas figuras do
seu combalido mercado imobiliário e os números sugerem que a situação deste setor deve permanecer
deprimida por meses ainda.
GRADUAL INVESTIMENTOS
O número de casas novas construídas estão nos patamares mais baixos desde a década de 80 pelo menos e
pior: sem nenhum sinal de recuperação. O FED sem dúvida olha para este resultado como um sinal que a
recuperação econômica evidenciada em alguns indicadores econômicos recentes, em especial dados de Varejo e
Indústria, são sinais incipientes de recuperação e que a política monetária líquida deve permanecer até estes
indicadores melhorarem de maneira mais robusta.
Não fosse todo o transtorno já existente na economia mundial, o evento no Japão só adiciona um sentimento de
urgência à política monetária daquele país que já é francamente expansionista. O ocaso nuclear da ilha irá
obrigar o país a manter tanto os juros em baixa, bem como a manutenção de uma política fiscal frouxa.
Há o risco de uma deterioração elevada da dívida pública daquele país, numa combinação perversa de gastos
em alta e receitas em queda (a queda da arrecadação decorrente da inutilização de parte do território japonês
somado a diáspora japonesa recentemente irá impactar de forma relevante o orçamento).
Esta situação pode ser verificada numa medida de risco como o CDS de 5anos. Ontem algo inédito aconteceu; o
risco percebido do Japão dar um calote igualou-se ao brasileiro.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Agenda do investidor para esta quinta-feira
Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga o Índice de Preços ao Consumidor e os Pedidos de Seguro-Desemprego na base semanal. Será divulgada a Produção Industrial e a Utilização da Capacidade Instalada, que indicam tendências inflacionárias. O FED distrital da Filadélfia divulga seu índice que mede o ritmo da atividade industrial na região. A Conference Board divulga o Índice dos Principais Indicadores, que busca traçar o rumo da economia norte-americana para os próximos seis meses.
Nova Gradiente: Ações disparam e sobem mais de 30% durante o pregão
As ações da IGB Eletrônica, nova denominação da Gradiente, tiveram um dia explosivo ontem no mercado acionário. Os investidores viram seus papéis abrir com um forte gap de alta (situação em que os preços de abertura ficam bem acima da máxima do dia anterior) e rumou para atingir a máxima do dia em R$ 6,20, alta de 30,25%, apenas na primeira hora de pregão. A cotação da empresa caiu bastante até o final do dia, mas encerrou com alta de 9,66%. O volume financeiro foi impressionante, quase dez vezes a média recente. Não há confirmações, mas rumores indicam que a Gradiente possa voltar a produzir em larga escala até o final de junho deste ano com a ajuda de um aporte financeiro. A empresa focaria em produtos de informática, especialmente tablets, para concorrer com o iPad da Apple. A empresa negou em comunicado oficial que tenha algum fato relevante que justifique o movimento visto em suas ações ontem. No entanto afirmou que continua trabalhando para conclusão do seu processo de reestruturação.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Agenda do investidor para esta quarta-feira
No Brasil sairá o IGP-10 (Índice Geral de Preços) e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os indicadores sobre o mercado imobiliário, Alvarás para Construção e Construções Iniciadas de Imóveis, que ajudam a medir o nível de atividade econômica dos EUA. O Departamento do Trabalho publica o Índice de Preços ao Produtor. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.
Bolsa do Japão sobe forte. Será o fim da crise?
Nesta madrugada a bolsa de valores japonesa fechou com forte alta de 5,7%, recuperando parte das perdas dos dias anteriores. O banco central japonês está mostrando todo o seu poder de convencimento neste cenário de devastação. O Bank of Japan decidiu injetar 20 trilhões de Ienes (R$ 410 bilhões), quantia jamais aplicada, no mercado japonês com o intuito de garantir uma transição à normalidade no país. O índice Nikkei está sendo pressionado pela cotação das empresas mais atingidas no terremoto, como a Tokyo Electric Power, controladora da Usina Nuclear de Fukushima, bastante atingida durante o desastre, que já perdeu 50% do seu valor de mercado em três dias de pregão. A usina de Fukushima está à beira de um desastre nuclear de grande magnitude, que poderia levar toda a empresa à falência. Na China as empresas ligadas ao setor de commodities tiveram uma boa sessão e ajudaram o índice da bolsa de valores de Xangai também fechar em alta. Aqui no Brasil essa valorização do setor pode ajudar a alavancar os preços de empresas como Vale e MMX.
Agenda do investidor para esta quarta-feira
No Brasil sairá o IGP-10 (Índice Geral de Preços) e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os indicadores sobre o mercado imobiliário, Alvarás para Construção e Construções Iniciadas de Imóveis, que ajudam a medir o nível de atividade econômica dos EUA. O Departamento do Trabalho publica o Índice de Preços ao Produtor. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.
Bolsa do Japão sobe forte. Será o fim da crise?
Nesta madrugada a bolsa de valores japonesa fechou com forte alta de 5,7%, recuperando parte das perdas dos dias anteriores. O banco central japonês está mostrando todo o seu poder de convencimento neste cenário de devastação. O Bank of Japan decidiu injetar 20 trilhões de Ienes (R$ 410 bilhões), quantia jamais aplicada, no mercado japonês com o intuito de garantir uma transição à normalidade no país. O índice Nikkei está sendo pressionado pela cotação das empresas mais atingidas no terremoto, como a Tokyo Electric Power, controladora da Usina Nuclear de Fukushima, bastante atingida durante o desastre, que já perdeu 50% do seu valor de mercado em três dias de pregão. A usina de Fukushima está à beira de um desastre nuclear de grande magnitude, que poderia levar toda a empresa à falência. Na China as empresas ligadas ao setor de commodities tiveram uma boa sessão e ajudaram o índice da bolsa de valores de Xangai também fechar em alta. Aqui no Brasil essa valorização do setor pode ajudar a alavancar os preços de empresas como Vale e MMX.

terça-feira, 15 de março de 2011

Agenda do investidor para esta terça-feira
No Brasil o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio, com indicadores que permitem acompanhar o comportamento do comércio varejista no país. Nos Estados Unidos o FED do estado de Nova Iorque publica o Índice Empire State que mede o nível de atividade industrial na região. Serão divulgados também os Preços de Importação e Exportação, que tentam antecipar tendências inflacionárias no mercado norte-americano. O FED (banco central norte-americano) convoca a reunião que definirá a taxa básica de juros da economia norte-americana. No Japão começam as reuniões do comitê de política monetária do Bank of Japan, que foram reduzidas a um dia para antecipar a solução dos problemas provenientes do terremoto da semana passada no país.
Bolsa do Japão afunda: Como reagiu nossa Bolsa no último grande terremoto japonês
O Japão enfrenta uma situação difícil: além de conviver com os destroços e feridos do terremoto seguido de tsunami que devastou o país, a população se sente ameaçada por uma crise radioativa por conta das explosões nos reatores nucleares da planta de Fukushima. A bolsa de valores japonesa captou bem a situação e despencou 10,5% ontem. Desde o desastre o índice Nikkei da bolsa de valores já caiu mais de 17%. No Brasil os investidores devem ser contaminados com o clima de incerteza. É possível fazer um comparativo com o passado? Como reagiu nossa bolsa após o último grande terremoto japonês? Em 17 de janeiro de 1995 o Japão se viu numa situação similar à da semana passada. O desastre conhecido como terremoto de Kobe tirou a vida de mais de seis mil pessoas. A maioria delas da cidade de Kobe, epicentro do terremoto. Nos cinco dias que sucederam o terremoto, com prejuízos estimados em 2,5% do PIB japonês na época, o índice Nikkei da bolsa de valores do Japão caiu 8%. A queda continuou até o final de junho daquele ano, chegando a se desvalorizar 25%, quando inverteu a tendência e voltou a se valorizar. A nossa bolsa passava por um período difícil naquele momento. O índice Ibovespa teve uma queda de 40% até março daquele ano, quando finalmente voltou a caminhar para um cenário positivo. Vale lembrar que em 1995 o Brasil enfrentava seus primeiros desafios com o então novo Plano Real, que não havia nem completado um ano, e a crise de reservas internacionais iniciada no México em 1994. Mas se for possível fazer uma comparação, a situação japonesa no momento é muito pior do que a vista em 1995. Pelo menos é assim que os investidores de lá estão enxergando a situação.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Agenda do investidor para esta segunda-feira
No Brasil o Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. Não há indicadores relevantes no mercado internacional.
Não perca a hora! Veja aqui os novos horários de funcionamento da Bolsa
Hoje a BM&F Bovespa altera seus horários de negociação. A mudança acompanha o horário de verão nos EUA. O motivo: o mercado norte-americano é uma grande referência aos operadores nacionais, que podem acompanhar o movimento dos contratos futuros dos principais índices, como Dow Jones, S&P 500 e NASDAQ. Na Bovespa o pregão regular antecipa-se em uma hora e funcionará em sessão contínua das 10h às 17h, com o leilão de pré-abertura iniciando-se às 9h45. O after-market, horário especial de negociação, será das 17h30 às 19h, com 15 minutos em fase de pré-abertura até às 17h45. A negociação de opções, muito sensível aos horários de negociação, também muda: nos dias anteriores ao vencimento dos contratos, o bloqueio ou exercício de posições ocorre das 10h às 16h. Nos dias de vencimento para encerramento de posição, seja lançada ou comprada, o investidor tem das 10h às 11h30. Se o investidor estiver comprado em opções e desejar exercer seu direito de aquisição das ações deverá fazê-lo das 11h30 às 13h. Na BM&F os contratos referenciados em índices de ações funcionarão das 9h às 17h30.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Agenda do investidor para esta quarta-feira
O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os Estoques no Atacado. O Departamento de Energia publica os estoques semanais de petróleo.
Na volta do Carnaval: Veja o que você precisa saber
Nesta quarta-feira começa a semana nos mercados nacionais depois do feriado de Carnaval. Na BM&F Bovespa as negociações começam somente a partir das 13h00. Nos mercados internacionais as principais bolsas norte-americanas e européias fecharam em baixa na segunda-feira. No entanto ontem os mesmos mercados recuperaram as perdas do dia anterior. A principal preocupação do mercado no início da semana foi a alta do preço do barril de petróleo, chegando a bater os US$ 106,95 na máxima do dia. Membros do FED, banco central norte-americano, chegaram a comentar a possibilidade de uma nova rodada de estímulos financeiros, caso o preço do petróleo continue a subir e permanecer em um patamar elevado. Ontem os mercados ficaram mais aliviados com a possibilidade da OPEP aumentar a produção de petróleo e aliviar a pressão sobre os preços da commodity. Ajudou também os rumores de que oposição e Muammar Khadafi estejam ensaiando um final para a crise que assola a Líbia. Especialistas entretanto afirmam que levará em torno de seis meses para que a Líbia volte a produzir os mesmos volumes de petróleo antes do início dos embates com os manifestantes contra o governo. Na terça-feira os mercados europeus também receberam bem a informação de que as encomendas às fábricas na Alemanha vieram acima do esperado em janeiro. Hoje pela manhã as bolsas asiáticas também fecharam em alta. Para esta semana na bolsa nacional os analistas acreditam que o índice Ibovespa precisa superar os 68.300 pontos para engrenar uma tendência de alta mais consistente. O Ibovespa vem consolidando sua posição desde a segunda metade de fevereiro, oscilando entre os 66 mil e os 68 mil pontos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Agenda do investidor para esta sexta-feira
No Brasil teremos a divulgação pela Fundação Getulio Vargas do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna). O IBGE divulga dois índices inflacionários: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente como índice de medição das metas inflacionárias, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) referentes a maio. O IBGE ainda apresenta o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) feito a partir do levantamento dos custos (material e mão de obra) da construção civil no setor habitação. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga vários indicadores relevantes: Taxa de Desemprego, Remuneração por Hora Trabalhada, Horas Trabalhadas por Semana e Números de Postos de Trabalho Criados. O Departamento do Comércio publica as Encomendas às Fábricas (bens duráveis e não duráveis).
Analistas acreditam em alta hoje: Entenda a razão
Os analistas de mercado acreditam em ganhos nesta sexta-feira nos mercados nacionais e internacionais. A razão segundo eles é a divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano melhores que os esperados. Os norte-americanos provavelmente ganharam mais nos últimos meses por hora trabalhada e a as temperaturas mais amenas no país devem ter contribuído para mais contratações. A economia dos Estados Unidos tem dado sinais de retomada desde o final do ano passado. As autoridades do país, como Ben Bernanke, presidente do FED, acreditam que 2011 pode ser o ano da virada nos EUA. Já existem rumores de que o plano de compra de títulos do Tesouro no total de US$ 600 bilhões poderá ser encerrado antes do previsto, caso os dados econômicos continuem a vir melhores. Os mercados internacionais abrem em alta hoje pela manhã. Tantos os futuros dos índices norte-americanos como as principais bolsas européias operam com leves ganhos.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Agenda do investidor para esta quinta-feira
No Brasil o IBGE divulga o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil do quarto trimestre de 2010. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga os Índices de Produtividade e Custos da mão de obra no país. O Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal. O Institute for Supply Management (ISM) divulga o Índice ISM Não Industrial que compreende as atividades da agricultura, construção, comunicação, transportes e mineração, entre outras. Na Europa hoje iniciam-se as reuniões do Banco Central Europeu para definição das políticas monetárias locais.
AmBev: Resultado divulgado. Agora é um bom momento de compra?
A AmBev divulgou o balanço do quarto trimestre agora pela manhã e os resultados surpreenderam. No ano de 2010 a empresa lucrou R$ 7,5 bilhões, alta de 26% em relação ao ano anterior. Apenas no quarto trimestre os lucros líquidos atingiram R$ 2,6 bilhões, alta de 44% em comparação ao mesmo período de 2009. A empresa produziu quase R$ 12 bilhões de litros de cerveja no ano passado. Os executivos se dizem satisfeitos com os resultados. Para este ano as chuvas que assolam todo o país e o aumento de preços no final do ano passado devem fazer os volumes desacelerar no primeiro trimestre deste ano. Os analistas gráficos estão animados com a companhia. Depois de uma forte desvalorização na cotação das ações desde o início de janeiro, a empresa rompeu uma linha de tendência de baixa e formou um pivô de alta ontem. Esse sinal dá uma perspectiva altista ao papel. No entanto os grafistas lembram que há uma resistência de preços bem próxima para este ativo, o que pode prejudicar a continuação do movimento de alta.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Agenda do investidor para esta quarta-feira
Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Teremos a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relatório produzido desde a década de 70, com indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da indústria extrativa e de transformação. Nos Estados Unidos a ADP divulga o nível de emprego privado (excluindo os rurais). Sai o tradicional Estoque de Petróleo semanal, com as reservas norte-americanas da commodity. Para fechar o dia o banco central norte-americano divulga o Livro Bege, relatório divulgado oito vezes por ano que reúne informações junto a economistas e analistas financeiros a respeito da situação econômica dos Estados Unidos.
Setor imobiliário em queda: O que esperar para as empresas do setor
Os investidores reagiram mal ao anúncio de cortes no programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal como parte da contenção de custos para este ano. Na bolsa as ações de construtoras caíram fortemente na expectativa de uma redução na demanda por novas moradias de baixa renda, segmento que o setor está apostando alto. No entanto os analistas estão confortáveis em se posicionar nos papéis de construtoras. Na visão deles o mercado exagerou. O motivo é que os valores destinados à habitação este ano serão maiores do que os do ano passado. O governo apenas reduziu a projeção dos investimentos no programa, ou seja, serão construídos mais imóveis este ano do que em 2010, mas menos do que o esperado. Entretanto os analistas recomendam que o investidor fique atento à taxa de juros e inflação no país. Hoje sai o anúncio da nova taxa Selic. Os economistas aguardam um aumento de 0,50% na taxa anual. Compradores de imóveis financiados são sensíveis a mudanças nas taxas de juros e reajustes inflacionários. No médio prazo se o custo para financiamento dos imóveis aumentar poderá haver um impacto na demanda por novas moradias.

terça-feira, 1 de março de 2011

Agenda do investidor para esta terça-feira
No Brasil a Fundação Getúlio Vargas divulga o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal. O IPC-S é um dos índices inflacionários com menor defasagem entre a divulgação e a coleta de dados. O Ministério do Desenvolvimento divulga a Balança Comercial semanal. No Brasil iniciam as reuniões do Banco Central que definem o rumo da taxa básica de juros da economia. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os Gastos com Construção em todos os níveis da economia: pública, privada, residencial e não residencial. O Instituto de Gerentes de Compras (ISM) divulga o seu Índice ISM, indicador que mede o nível de atividade da economia norte-americana.
Grande Prêmio da Bolsa: Eike Batista domina o pódio em fevereiro
Quem é sócio de Eike Batista nas empresas que o mega-empresário controla na bolsa deve estar com um sorriso aberto. Em fevereiro as empresas com o característico X no nome dominaram a bolsa e ocuparam o primeiro, segundo e terceiro lugar no ranking de valorizações do índice Ibovespa. O maior destaque fica com a PortX com alta de 13,8% no mês. As ações da empresa refletiram a oferta pública de aquisição coordenada pela MMX Mineração e o fechamento de contratos de escoamento da produção da MMX e Usiminas. Em segundo lugar em valorização está a OGX Petróleo com alta de 13,2%. Os conflitos no mundo árabe desencadearam uma alta no preço do petróleo e a petrolífera surfou a onda de valorização da commodity. A LLX Logística, em terceiro lugar, marcou alta de 12,7%. A LLX se beneficiou com a aprovação das licenças ambientais para o desenvolvimento do Porto do Açu, no norte do estado do Rio de Janeiro. Mas a história não acaba por aí. O mais impressionante foram as valorizações de outras duas empresas de Eike na bolsa, mas que não compõem o índice Ibovespa: MPX Energia e OSX Brasil, com altas de 29,6% e 23,2% respectivamente. A MPX se beneficiou pela liberação da licença ambiental para a construção do maior projeto de geração de energia no Chile. A OSX, companhia voltada à prestação de serviços para a indústria de petróleo e gás natural, também se beneficiou com a liberação de licenças ambientais para construção do Porto do Açu. Só uma empresa de Eike não teve ganhos mês passado: a MMX, que fez a OPA pela PortX, desvalorizou-se 2,5%, movimento natural quando uma empresa decide comprar outra. Em momentos como esse é que se deve dar o braço a torcer a Eike Batista. O empresário teve uma visão única quando vislumbrou no Brasil, país privilegiado em reservas naturais, um fornecedor eficiente de matérias-primas que seriam cada vez mais importantes para todo o mundo globalizado.