Agenda do investidor para esta terça-feira
No Brasil a Fundação Getúlio Vargas divulga o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal. O IPC-S é um dos índices inflacionários com menor defasagem entre a divulgação e a coleta de dados. O Ministério do Desenvolvimento divulga a Balança Comercial semanal. No Brasil iniciam as reuniões do Banco Central que definem o rumo da taxa básica de juros da economia. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os Gastos com Construção em todos os níveis da economia: pública, privada, residencial e não residencial. O Instituto de Gerentes de Compras (ISM) divulga o seu Índice ISM, indicador que mede o nível de atividade da economia norte-americana.
Grande Prêmio da Bolsa: Eike Batista domina o pódio em fevereiro
Quem é sócio de Eike Batista nas empresas que o mega-empresário controla na bolsa deve estar com um sorriso aberto. Em fevereiro as empresas com o característico X no nome dominaram a bolsa e ocuparam o primeiro, segundo e terceiro lugar no ranking de valorizações do índice Ibovespa. O maior destaque fica com a PortX com alta de 13,8% no mês. As ações da empresa refletiram a oferta pública de aquisição coordenada pela MMX Mineração e o fechamento de contratos de escoamento da produção da MMX e Usiminas. Em segundo lugar em valorização está a OGX Petróleo com alta de 13,2%. Os conflitos no mundo árabe desencadearam uma alta no preço do petróleo e a petrolífera surfou a onda de valorização da commodity. A LLX Logística, em terceiro lugar, marcou alta de 12,7%. A LLX se beneficiou com a aprovação das licenças ambientais para o desenvolvimento do Porto do Açu, no norte do estado do Rio de Janeiro. Mas a história não acaba por aí. O mais impressionante foram as valorizações de outras duas empresas de Eike na bolsa, mas que não compõem o índice Ibovespa: MPX Energia e OSX Brasil, com altas de 29,6% e 23,2% respectivamente. A MPX se beneficiou pela liberação da licença ambiental para a construção do maior projeto de geração de energia no Chile. A OSX, companhia voltada à prestação de serviços para a indústria de petróleo e gás natural, também se beneficiou com a liberação de licenças ambientais para construção do Porto do Açu. Só uma empresa de Eike não teve ganhos mês passado: a MMX, que fez a OPA pela PortX, desvalorizou-se 2,5%, movimento natural quando uma empresa decide comprar outra. Em momentos como esse é que se deve dar o braço a torcer a Eike Batista. O empresário teve uma visão única quando vislumbrou no Brasil, país privilegiado em reservas naturais, um fornecedor eficiente de matérias-primas que seriam cada vez mais importantes para todo o mundo globalizado.
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