Agenda do investidor para esta quarta-feira
Hoje a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulga o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Teremos a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relatório produzido desde a década de 70, com indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da indústria extrativa e de transformação. Nos Estados Unidos a ADP divulga o nível de emprego privado (excluindo os rurais). Sai o tradicional Estoque de Petróleo semanal, com as reservas norte-americanas da commodity. Para fechar o dia o banco central norte-americano divulga o Livro Bege, relatório divulgado oito vezes por ano que reúne informações junto a economistas e analistas financeiros a respeito da situação econômica dos Estados Unidos.
Setor imobiliário em queda: O que esperar para as empresas do setor
Os investidores reagiram mal ao anúncio de cortes no programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal como parte da contenção de custos para este ano. Na bolsa as ações de construtoras caíram fortemente na expectativa de uma redução na demanda por novas moradias de baixa renda, segmento que o setor está apostando alto. No entanto os analistas estão confortáveis em se posicionar nos papéis de construtoras. Na visão deles o mercado exagerou. O motivo é que os valores destinados à habitação este ano serão maiores do que os do ano passado. O governo apenas reduziu a projeção dos investimentos no programa, ou seja, serão construídos mais imóveis este ano do que em 2010, mas menos do que o esperado. Entretanto os analistas recomendam que o investidor fique atento à taxa de juros e inflação no país. Hoje sai o anúncio da nova taxa Selic. Os economistas aguardam um aumento de 0,50% na taxa anual. Compradores de imóveis financiados são sensíveis a mudanças nas taxas de juros e reajustes inflacionários. No médio prazo se o custo para financiamento dos imóveis aumentar poderá haver um impacto na demanda por novas moradias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário