terça-feira, 31 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta terça-feira
No Brasil a FGV divulga a Sondagem da Indústria de agosto que fornece indicações sobre o estado geral da economia nacional e suas tendências. O Banco Central inicia as reuniões do COPOM que define o rumo da taxa básica de juros da economia brasileira. Nos Estados Unidos serão divulgados o Índice S&P Case-Shiller, que mede a trajetória do preço dos imóveis no país e o Consumer Confidence, responsável por mensurar a confiança do consumidor norte-americano. Será divulgado o PMI, Índice dos Gestores de Compras de Chicago que mede as condições de negócios nas regiões de Indiana, Illinois e Michigan. No final do dia sai a ata da última reunião do FED (banco central norte-americano).
Bolsas reagem aos indicadores econômicos
As principais bolsas mundiais e índices futuros norte-americanos abrem em ampla queda agora pela manhã, com o receio dos investidores de que os novos dados da atividade econômica dos EUA mostrem um momento de estagnação. Analistas em contatos com investidores vêem uma onda de preocupação com a volta de uma possível recessão na maior economia do mundo. Nos EUA também sai a ata da última reunião do FED, banco central do país, a qual deve espelhar os recentes comentários do presidente da instituição, Ben Bernanke, mostrando uma recuperação mais modesta que a esperada na atividade econômica do país.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta segunda-feira
A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga seu IGP-M, índice mensal comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O Banco Central divulga o Relatório Focus da semana. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga a Renda e Gastos Pessoais de julho da população norte-americana.
CÂMBIO: "Altas Emoções" nas Bolsas não refletem no Câmbio e Cenário Flat dita o Ritmo
Mesmo com a projeção do PIB nos EUA apresentar uma alta de 1,6%, fazendo o índice Ibovespa fechar em forte alta de 2,69% no último pregão, o fato não reflete exatamente como foi a semana, tomada por um turbulento cenário frente às notícias da Petrobras e fracos indicadores nos EUA, com fortes quedas e "altas emoções" para os investidores.

Realização: Bolsas tombam após abrir em alta
O dia começa com um movimento de realização nas principais mundiais. Na Europa as principais bolsas, fora Londres que não opera hoje, abriram em alta para somente cair fortemente nas primeiras horas de negociação. Os analistas não sabem se o movimento será persistente ou somente um ajuste de posições dos investidores. Na sexta-feira o FED, banco central norte-americano afirmou que tomará todas as medidas necessárias para sustentar o crescimento dos Estados Unidos. Hoje o Bank of Japan, autoridade monetária máxima japonesa, decidiu ampliar o pacote de estímulos financeiros, com o intuito de depreciar o Yene e auxiliar os exportadores do país.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Agenda do investidor para esta sexta-feira
Os investidores se concentram hoje em dois indicadores de peso nos EUA: o Departamento do Comércio divulga a prévia do PIB do segundo trimestre de 2010. A Universidade de Michigan apresenta o Sentimento do Consumidor para o mês de agosto, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral.
Cuidado com o rumo do Ibovespa
Caso você não tenha recebido o Alerta ADVFN no início desta manhã, continue lendo a notícia para assistir a análise de Juliano Carneiro, um dos maiores traders do Brasil, a respeito de um importante suporte que o Ibovespa está testando:

FED pode reagir: Investidores antecipam novas medidas de estímulo
Hoje é esperada a divulgação de um dos índices mais importantes para o mercado nos últimos anos, o PIB dos EUA. O indicador mostra a evolução do crescimento ou contração da maior economia do mundo. É possível que o PIB anualizado dos EUA caia a partir da projeção feita no trimestre passado. Entretanto os investidores ficam de olho no discurso que o presidente do FED, banco central norte-americano, Ben Bernanke, dará hoje no final da manhã. Com uma visão pessimista rondando os mercados é possível que Bernanke anuncie uma nova rodada de estímulos para a maior economia do mundo, fazendo o mercado retomar o impulso de alta.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta quinta-feira
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), conjunto de dados sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e as tendências, a médio e a longo prazo, do mercado de trabalho. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego.
Bolsas retomam alta após especulação sobre FED
As principais bolsas européias e futuros norte-americanos abrem em alta hoje, após investidores e analistas especularem que o FED irá tomar medidas extras para auxiliar o crescimento dos EUA. Amanhã será publicado o Produto Interno Bruto norte-americano e a maioria dos analistas acredita em desaceleração do crescimento na maior economia do mundo. Na Europa os investidores estão animados com a divulgação dos últimos resultados corporativos vindo acima do esperado. No Brasil os investidores aguardam a definição do preço do barril de petróleo da cessão onerosa do processo de capitalização da Petrobras. Governo e Petrobras estavam reunidos ontem a portas fechadas negociando o valor que segundo especulações ficará em torno de US$ 8,00, valor aceitável segundo analistas.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mercados futuros agropecuários

Por que existem mercados futuros?

Na explicação clássica sobre a existência de mercados futuros, a aversão ao risco é tida como o fator essencial para sua existência (KEYNES, 1930 apud IRWIN, 1989). Nesta visão, produtores e comerciantes agropecuários avessos ao risco buscam proteção contra possíveis movimentos de preço desfavoráveis. Estes mercados, então, se desenvolvem no intuito de permitir ao primeiro grupo de participantes do mercado, aquele que busca proteção, transferir seus riscos a um segundo grupo, interessado justamente na oscilação dos preços dos contratos, uma vez que é da volatilidade que obtém ganhos especulativos. Chamamos os primeiros participantes de hedgers, e os segundos de especuladores.
Portanto, o mercado futuro agrícola é um ambiente de negociação, onde se busca de um lado a transferência de risco a outro agente, e do outro lado, ganhos especulativos proporcionais ao tamanho do risco assumido. Quem vende a futuro garante que pode receber pelo seu produto um determinado valor em uma data de vencimento, já combinados. Previne-se, desta forma, contra uma eventual desvalorização. Quem compra a futuro, garante que pode pagar, prevenindo-se, assim, contra disparadas de preços. A idéia é neutralizar se não todo, mas grande parte do risco de preço, decorrente da incerteza de como determinado preço se comportará em uma data futura.
Sempre associaremos o mercado futuro, em teoria, ao conceito de proteção de preço (hedge). Porém, os números de volumes de negociação desses mercados, assim como a profusão de participantes não relacionados às dinâmicas agropecuárias, evidenciam a grande maioria de participantes envolvidos na ponta da especulação. Estes participantes, os especuladores, cumprem papel fundamental na dinâmica dos mercados futuros, uma vez que garantem liquidez aos mercados, que é dado fundamental para a existência de negócio: é necessário que haja alguém interessado em comprar um contrato, a um determinado valor, ao mesmo tempo em que alguém queira vender, este mesmo contrato, neste mesmo valor. A presença abundante de especuladores garante com que o produtor rural, ao lançar seu contrato no mercado, encontre uma contraparte interessada na realização do negócio. São participantes diferentes, com expectativas distintas, em relação ao mesmo contrato, e formas completamente diversas de atuação no mercado.

História do mercado de futuros
Os fundamentos para a negociação de futuros e opções (contratos futuros passíveis de negociação) surgiram ainda na antiguidade. A preocupação com os elementos de risco e incerteza, presentes nas atividades econômicas, desde cedo estimularam a invenção de instrumentos, com características de futuros e opções, para lidar com essa situação. Para entender o mercado de futuros, portanto, é preciso voltar ao passado, no tempo em que os produtores visitavam as províncias para negociar alimentos e acertar com os produtores o recebimento dos produtos das safras seguintes, com preços garantidos ou não. Era uma prática vantajosa para ambas as partes e um instrumento que assegurava um comércio futuro. Os acordos eram particulares e não possuíam padrão preestabelecido. A fixação de locais para comercialização de produtos para a entrega no ato da negociação e para o fechamento de entrega futura já era feita em períodos anteriores a Roma e à Grécia antigas.
Evidentemente, no contexto medieval e mercantil europeu, várias das características dos contratos futuros atuais se manifestam em cidades da Europa. Amsterdã se destaca ao apresentá-las sob a forma de negociações em Bolsa, em meados do século XVII. Espalham-se para outras cidades e ganham significativa importância na Bolsa de Londres. Dalí migraram para os Estados Unidos, fortalecidas pela mentalidade e organização anglo-saxão.
As primeiras bolsas de mercadorias, no século XIX, eram essencialmente de mercados disponíveis. Hoje, a proteção contra os riscos financeiros implícitos na volatilidade de preços é o principal produto negociado nessas instituições. Por essa razão, as trocas de propriedade dos produtos tomam lugar no mercado de balcão, enquanto as bolsas se especializam na negociação dos contratos para liquidação em data futura.
Estima-se que os contratos futuros estiveram em uso na Chicago Board of Trade desde 1860. Desde então foram estabelecidos diversos procedimentos que possibilitaram o crescimento do volume de negociações em bolsa de futuros, como a formalização das práticas de comercialização, a padronização de contratos, as normas de conduta e os procedimentos de compensação e liquidação. Portanto o produto agropecuário negociado em bolsa de futuros hoje é altamente padronizado, caracterizando-se, enfim, como uma commodity (SCHOUCHANA e PEROBELLI, 2001).
Atualmente, a alma de qualquer bolsa de futuros são os complexos mercados de derivativos, em sua maioria, financeiros. Pela própria característica deste tipo de contrato, em que se exige apenas uma margem de garantia no momento de negociação, e não o preço cheio do contrato, tais instrumentos, os derivativos, proporcionam a negociação de volumes financeiros dezenas ou centenas de vezes superiores a produção real do país.
No Brasil existem atualmente, 30 bolsas de mercadorias em atividade, segundo o site de agronegócios do Banco do Brasil . A BMSP (Bolsa de Mercadorias de São Paulo) foi a primeira bolsa com operações efetivas de mercados futuros. Criada em 1917, fez sua fusão operacional com a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) em 1991. A BM&F iniciou suas atividades em 1986, e é hoje referencia para o mercado nacional, consolidada como a líder absoluta na negociação de contratos derivativos. No mercado internacional está entre as cinco maiores bolsas do mundo, demonstrando a evolução do mercado financeiro no Brasil.

Funções e características dos mercados futuros agropecuários
Os mercados futuros agropecuários desempenham várias funções, entre as quais destacamos:
• Facilitar a administração de riscos;
• Ajudar produtores a descobrirem preços para contratos a termo;
• Servir como fonte de informações para tomada de decisões como plantar ou não, vender antecipado ou armazenar etc.
A existência de mercados futuros cria uma extensa rede de informações, o que ajuda muito na administração de riscos e tomada de decisões. Mercados futuros é um lugar onde a informação é produzida, interpretada, analisada e negociada, de forma que pode ser uma fonte muito rica de análise para participantes e não participantes do mercado. O conceito é de que os mercados futuros tornem os mercados físicos mais eficientes por proverem informações confiáveis sobre o comportamento futuro dos preços.
Mercados futuros é também uma extensão do mercado físico, e seu propósito é fazer os mercados físicos funcionarem melhor e com maior liquidez. Evoluem dos contratos a termo e evolvem tanto aqueles que necessitam de proteção como os que procuram simplesmente especular. O estreito relacionamento entre mercados físicos e futuros, tornou os mercados futuros um instrumento de descobrimento de preço para muitas commodities agropecuárias.
Todo produtor sabe dos riscos na lucratividade causados por variações de insumos e produtos. Em que tempo planejar, plantar, criar e executar um projeto, acaba envolvendo riscos e custos que tornam o produtor mais ou menos competitivo junto ao setor que participa. Os mercados futuros são uma possível alternativa para administrar riscos, estabilizando margens e lucros.
Mercados futuros seguem regras complexas impostas pelas bolsas e pelos órgãos reguladores. A maior parte dos negócios é liquidada mediante operações de reversão da operação inicial (comprado vende, vendido compra) e existe muito pouco ou quase nenhum movimento físico.
Toda operação é assegurada por uma margem de garantia exigida pela bolsa de futuro, visando dar maior garantia a quem opera. Assim todo produtor que ingressar nesse mercado deve ficar ciente que existe a exigência de um depósito garantidor para os contratos futuros que ele operar e que essa margem pode ser recuperada ou ter chamadas adicionais até o vencimento do contrato, de acordo com as variações que ocorrerem nos preços de mercado futuro enquanto estiver posicionado.
Importante observar que toda operação realizada em mercados futuros tem custos operacionais que devem ser levados em conta nas projeções de preços por parte do produtor. O custo diário de se carregar um contrato futuro agropecuário no Brasil pode ser muitas vezes superior à possibilidade de caixa do produtor, uma vez que o sistema de ajuste diário praticado pela BM&F exige que diariamente as posições em aberto sejam recalculadas, e a diferença financeira em relação ao dia anterior, em virtude da oscilação normal do mercado, seja ajustada ao contrato. Ou seja, caso o produtor venda um contrato futuro e tenha a intenção de carregar este contrato até seu vencimento, por exemplo, terá diariamente um desencaixe financeiro proporcional à direção do mercado em relação a sua posição. Caso os preços para aquele contrato subam, dia após dia, o produtor terá desencaixes financeiros proporcionais, reajustando sempre sua posição financeira ao ajuste diário praticado pelo mercado. Esta medida promove grande segurança aos mercados, já que no caso de default esse não passará de alguns dias (caso não tenha recursos para honrar o contrato, a Bolsa intervém imediatamente, no dia seguinte ao do esgotamento do limite de capital do negociador) e, portanto, não adquirará uma proporção tão grande quanto teria caso fosse descoberto apenas no vencimento do contrato, meses adiante. Porém, em contrapartida, torna muito difícil a negociação desses contratos para o produtor que não dispõe de capital antecipado, pois deve antecipar privadamente o ajuste que só será efetivado na comercialização efetiva da produção real, após apuração da produção e qualidade da safra ou de seu gado.

Na próxima semana a parte V
Produtos Agropecuários negociados na BM&F e conclusão

Boka Passou

Agenda do investidor para esta quarta-feira
A agenda começa com a divulgação pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de agosto, índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Nos EUA a agenda cheia de indicadores de peso. A Associação de Bancos de Hipoteca divulga os números de Pedidos de Hipoteca com referência semanal. O Departamento do Comércio divulga o número das Vendas de Imóveis Novos e os Pedidos de Bens Duráveis, indicando o nível de atividade da indústria norte-americana. O Departamento de Energia divulga o Estoque Semanal de Petróleo.
Tensão continua: Indicadores podem pressionar mais os mercados
A intensificação do mau humor iniciado na sessão passada continua hoje. Os mercados amanhecem tensos com os receios de que a atividade econômica na Europa está declinando e as medidas de estímulo nos EUA estão perdendo o efeito. Nos EUA hoje também saem diversos indicadores que mostrarão o nível da atividade econômica do país. Na Irlanda a agência de classificação de risco S&P rebaixou a nota de crédito do país, devido a preocupações em relação ao setor bancário. No Brasil o índice Ibovespa continua pressionado principalmente com os recentes rumores de mais um atraso no processo de capitalização da Petrobras e a inclusão da Vale no cadastro de empresas inadimplentes do governo federal. O sentimento geral dos analistas é que os investidores estão desconfiados e não dispostos a assumir muitos riscos no momento.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta terça-feira
A Fundação Getulio Vargas divulga a Sondagem de Expectativas do Consumidor de agosto, índice que mede através de questionários a famílias das principais capitais do Brasil sobre a situação econômica do país, orçamento doméstico, grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor. O Banco Central publica a Nota de Política Monetária com os dados sobre a evolução dos agregados monetários (papel moeda, depósitos, câmbio entre outros) e operações de crédito do sistema financeiro no mês de julho. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga as Vendas de Imóveis Usados em julho.
CÂMBIO: Como uma "ROCHA" Câmbio se Mostra Firme e já vem se Desenhando para final de ano
Como há tempos não se via, mesmo com as fortes oscilações na Bolsa na semana anterior devido ao desaquecimento norte-americano e dúvidas sobre o cronograma da Petrobrás, o cenário de câmbio se manteve calmo, e o par dólar/real se mostrou firme mediante a um cenário turbulento e por que não, confuso.

Mau humor retorna e bolsas reagem
As principais bolsas européias e futuros norte-americanos abrem em baixa hoje, com analistas e investidores não muito confiantes com o cenário macroeconômico na Europa e Estados Unidos. Joseph Stiglitz, Nobel em economia, acredita que a Europa irá sofrer uma nova recessão, para apenas depois se recuperar, por conta dos cortes nos gastos governamentais que estão em pauta na região. Os analistas também esperam que o indicador do mercado imobiliário norte-americano também apresenta queda, enfraquecendo o otimismo em relação à recuperação econômica dos EUA. Os preços das commodities também sofrem hoje com as recentes notícias, pressionando a cotação das empresas do setor.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta segunda-feira
Hoje a agenda tem foco em indicadores do mercado nacional. A Fundação Getulio Vargas divulga o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor ? Semanal). O Banco Central divulga o Relatório Focus, publicado semanalmente e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana.
Petrobras é o destaque dia
Os papéis da Petrobras podem sofrer uma grande volatilidade hoje durante o pregão. O motivo é a possível divulgação do preço do barril de petróleo da cessão onerosa que fará parte do processo de capitalização da empresa. Os investidores estão ansiosos em relação ao preço que será ajustado entre o governo e a empresa, pois um valor muito acima do esperado poderá inviabilizar todo o processo de capitalização. De qualquer forma ainda é possível que o preço do barril seja decidido mais para a frente, para flexibilizar uma negociação futura dos valores entre o governo e a Petrobras.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta sexta-feira
O IBGE divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo IPCA-15. O IPCA-15 identifica as variações nos gastos das famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos nas principais regiões metropolitanas brasileiras. Não há indicadores relevantes nos mercados internacionais hoje.
Vale ultrapassa e fica maior que a Petrobras
Após a pressão durante meses sobre os papéis da Petrobras, sob a indecisão dos investidores em relação ao plano de capitalização da empresa para este ano, no fechamento do pregão de ontem a Vale se tornou a empresa mais valiosa do Brasil (valor de mercado), deixando a Petrobras em segundo lugar. A angústia dos investidores em relação aos papéis aumentou após alguns rumores contarem que o preço do barril de petróleo da cessão onerosa poderia custar até US$ 12,00, elevando muito o valor da capitalização e afugentando investidores do comprometimento em manter a sua composição no capital da petrolífera. Ontem ainda a Agência Nacional do Petróleo (ANP) apresentou os dados preliminares sobre os preços dos barris de petróleo ao governo. A Petrobras afirmou que apenas após o fechamento dos laudos, a empresa e o governo discutirão o valor justo do barril da cessão onerosa.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Seguro Rural no Brasil

O seguro nasceu da necessidade de pessoas e empresas suportarem perdas individuais, através da associação entre elas. A função de um seguro de qualquer natureza é garantir a indenização do bem ao valor contratado, devido à ocorrência de algum evento danoso imprevisível ao objeto do seguro (CAFFAGNI, 1998). Tal preocupação não é nova. Organizá-la na forma de Seguro é também atividade que acompanha o homem há centenas de anos: Segundo trabalho de Cheriac, em 1671, os seguros foram idealizados pelos judeus em 1182 na Itália e tomaram maior vulto por ocasião das navegações italianas no século XIV. Com a teoria das probabilidades desenvolvida por Pascal em sua obra “Geometria do Espaço”, em 1662, deu-se início aos cálculos de riscos (CAFFAGNI, 1998). São diversas as especificidades da ferramenta Seguro para a atividade agropecuária. Em nosso próximo tópico discutiremos suas características singulares. Na seqüência observaremos como o Seguro Rural se desenvolveu até hoje no país.

A Ferramenta Seguro
Cada setor de atividade econômica apresenta seus riscos e condicionantes de forma variada. Para alguns setores, por exemplo, o risco de mercado pode ser o mais significativo – a possibilidade de ocorrência de perdas em virtude das oscilações nos preços de mercado dos bens produzidos. No caso do setor agropecuário, a componente natural desta atividade adiciona grande nível de imprevisibilidade ao grau de aproveitamento dos investimentos relacionados á produção. Oscilações climáticas ainda imprevisíveis pela ciência, surtos biológicos ou outros eventos de origem ambiental são vetores de risco cruciais na atividade agropecuária. O produtor agropecuário, ao lançar sementes no solo preparado, adubá-lo, irrigá-lo e fertilizá-lo, não tem nenhuma garantia de que, antes da colheita, não haverá algum evento natural altamente impactante em sua safra que acabará por inviabilizar todo o investimento alocado ao plantio.
Assim, para que o produtor rural sobreviva em seu negócio, é necessário, além das questões típicas do empreendedorismo, que de alguma forma consiga superar adversidades ambientais com alto poder de destruição da sua produção.
Outra questão essencial a sobrevivência do produtor rural é a estabilização de renda em um mercado altamente sazonal e volátil.
Dentro dos contextos sociais e econômicos, o seguro é um dos mecanismos mais eficazes de transferência de risco e garantia da renda. A teoria econômica mostra que, sob certas condições, o seguro possibilita ao indivíduo igualar sua renda na ocorrência de um evento danoso mediante o pagamento de um prêmio e o recebimento de uma compensação, caso ocorra o sinistro (ROTHSCHILD e STIGLITZ, 1976 apud VIEIRA JUNIOR et al, 2008).
A relação entre Seguro e Crédito Rurais é direta, já que a expansão e adoção desta modalidade de seguro propiciam, ao longo do tempo, condições mais favoráveis ao financiador, que passa a contar com menor risco de inadimplência, uma vez que a produção agropecuária financiada é cobertura por seguro. Desta forma, podemos afirmar que a expansão do Seguro pode levar a uma redução do custo e do risco de crédito, beneficiando todos os agentes envolvidos no processo (BURGO, 2005).
Segundo MARTINS (1985, p. 2), “cabe salientar que o rebaixamento do risco agrícola seria benéfico para toda a economia, pois o risco gerado na agricultura propaga-se para outros setores, principalmente se não houver uma política deliberada de estoques reguladores e controle de preços, ficando então a população consumidora diretamente exposta aos acidentes produtivos na agricultura”.

Panorama Histórico do Seguro Rural no Brasil
No Brasil, os seguros rurais iniciaram-se em 1938 no Estado de São Paulo, através da Secretaria da Agricultura Estadual, protegendo a cultura do algodão contra a ocorrência de granizo. Em 1939, foi criado o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), que seria responsável pelas operações de resseguros de todo o mercado nacional, atuando como monopólio. Apenas em 1954 instituíram-se e se disciplinaram os seguros agrícolas e pecuários no Brasil, dando competência ao IRB no desenvolvimento de estudos para a criação dos seguros agropecuários. Até então apenas o Estado de São Paulo vinha atuando no setor.
No final da década de 80, com o aprofundamento da crise interna brasileira, os recursos do Tesouro Nacional destinados ao Sistema Nacional de Crédito Rural, ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e à Política de Garantia de Preços Mínimos sofreram fortes reduções. O país vinha de duas décadas de recursos fartos e subsidiados, cuja política de desenvolvimento estava voltada ao suporte da nascente indústria fornecedora de insumos e de processamento de produtos à formação de capital rural e ao aumento de produção.
Com o corte dos subsídios e as elevadas taxas de inflação e juros, os financiamentos agropecuários tornaram-se dificilmente administráveis. Na mesma época o Proagro começou a sofrer déficits operacionais, devido à diminuição do fluxo de recursos provenientes do Tesouro Nacional. O pagamento das indenizações foi avolumando-se ao ponto de comprometer vários produtores, uma vez que, em pleno processo inflacionário, a correção de alguns compromissos do Proagro era menor que a das dívidas dos financiamentos rurais que os produtores não haviam conseguido honrar.
A fama de não-pagador, atribuído ao Proagro, e as altas taxas de prêmio fizeram com que produtores que possuíam menores riscos abandonassem o programa e preferissem produzir sem seguro.
Esses fatores ligados ao Proagro e às companhias seguradoras contribuíram para diminuir o volume de contratos de seguros rurais, por falta de interesse tanto dos produtores, quanto das companhias de seguros. Desde então, o Proagro vem passando por uma profunda reestruturação administrativa e técnica, reduzindo a gama de riscos cobertos e diminuindo as taxas de prêmios. Houve também a liberação de recursos do
Tesouro Nacional para o pagamento de débitos atrasados. Talvez a regionalização do programa através do Zoneamento Agrícola seja a grande diferença nessa nova fase do programa. Com a regionalização, houve expressiva redução na taxa de sinistralidade (VIEIRA JUNIOR et al, 2008). Porém,
Na atualidade, para os agricultores, o Proagro está desacreditado. Se o déficit crônico e a indefinição de fontes de recursos para cobri-lo comprometem a credibilidade do Programa junto aos agentes financeiros, com mais razão torna-se suspeito aos produtores rurais (VIEIRA JUNIOR et al, 2008).
Em 2004, é criado o Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que se encarrega, dentre outras funções, de estabelecer as diretrizes do Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural, cujo objetivo é promover a universalização do acesso ao Seguro Rural, promovê-lo como principal instrumento para a estabilidade de renda do produtor rural, e induzir o uso de tecnologias adequadas e modernizar a gestão da atividade agropecuária.

Na próxima semana a parte IV

Mercados futuros agropecuários

Boka Passou

Agenda do investidor para esta quinta-feira
A agenda começa com a divulgação pela FGV (Fundação Getulio Vargas) do IGP-M, índice mensal comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanais. O FED distrital da Filadélfia divulga seu índice de agosto que mede o ritmo da atividade industrial na região. A Conference Board divulga o Índice dos Indicadores Antecedentes, que busca traçar o rumo da economia norte-americana para os próximos seis meses.
OdontoPrev fecha negócio
Como já havia sido especulado a OdontoPrev confirmou com o Banco do Brasil a comercialização de produtos odontológicos com exclusividade pelos canais de distribuição do banco. Os funcionários do banco e seus dependentes também utilizarão os serviços da empresa odontológica. A parceria poderá evoluir ainda para a criação de uma nova empresa que prestará os serviços. A empresa esclareceu ainda que faltam realizar diversos estudos técnicos e jurídicos antes que a operação se concretize. As ações ordinárias da OdontoPrev valorizaram mais de 11% só nessa semana com as especulações sobre o provável negócio.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta quarta-feira
Dia sem indicadores para referência no Brasil. Nos Estados Unidos a Associação de Bancos de Hipoteca divulga os números de Pedidos de Hipoteca com referência semanal. O Departamento de Energia divulga o Estoque Semanal de Petróleo. Na Inglaterra o Bank of England (banco central) divulga a minuta da última reunião.
Maioria das empresas lucrou mais que o esperado neste trimestre
Um levantamento feito das empresas norte-americanas mostrou que mais de três quartos delas bateram as estimativas de lucros esperados pelos analistas no segundo trimestre. No Brasil mais de 60% das empresas listadas no índice Ibovespa também tiveram altas nos lucros trimestrais. Esses dados animam os investidores porque mostram que a economia continua forte e em crescimento, apesar das previsões menos otimistas para o futuro. Na Europa as principais bolsas voltam a cair hoje pela primeira vez em cinco dias de valorização. As empresas exportadoras e produtoras de commodities são as que mais sofrem neste início de manhã. A mineradora européia BHP Billiton tornou hostil agora a oferta de US$ 40 bilhões pelo controle da Potash Corp., maior fabricante de fertilizantes do mundo.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta terça-feira
A agenda começa com a divulgação pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de agosto, índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Sai também o IGP-10 (Índice Geral de Preços) de agosto pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os indicadores de Alvarás de Construção e Construções Iniciadas de Imóveis referentes a julho. Serão divulgados o Índice de Preços ao Produtor, a Produção Industrial e a Utilização da Capacidade Instalada, que indicam tendências inflacionárias.
Bolsas sobem com expectativa de melhoria econômica
As principais bolsas européias e futuros norte-americanos abrem o dia com altas substanciais na expectativa de que os indicadores econômicos a serem apresentados hoje nos Estados Unidos mostrem que o país continua crescendo. Os europeus estão animados com os recentes resultados divulgados pelas empresas, que estão vindo acima do esperado. Na Europa ainda, a gigante da mineração BHP Billiton ofereceu US$ 39 bilhões em dinheiro para a compra da Potash Corp. a maior empresa de fertilizantes do mundo. Os executivos da empresa declinaram a proposta acreditando que o preço está subavaliado. O setor de commodities também tem um bom início de dia com os preços do cobre, zinco e petróleo em alta agora pela manhã.
CÂMBIO: Cautela faz Volume Cair e Real Poderá Manter-se em Baixa Durante Algum Tempo
A "chuva de indicadores" ocorrida na semana anterior, algumas boas outras ruins, como o caso do crescimento na Zona do Euro acima de 2% e vendas a varejo nos EUA subindo a 0,3%, vindo na contra-mão de notícias sobre o crescimento da China, refletida nos indicadores, não deixaram os investidores confortáveis que, atentos também com a forte oscilação do indicador VIX, notaram uma forte saída de capital em mercados de risco.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta segunda-feira
No Brasil a Fundação Getulio Vargas divulga o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor ? Semanal). O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. É dia de vencimento das opções sobre ações série H na Bovespa. Não é permitido abrir novas posições nesta série, sob pena de multa. Nos Estados Unidos o FED de Nova York publica o Índice Empire State que mede o nível de atividade industrial no estado.
TAM dispara: alta de 30% em um dia
Parecia ser um dia normal para os que acompanhavam a cotação da aérea TAM na bolsa, quando a partir das 16h00 houve um movimento explosivo no preço de suas ações preferenciais. Em apenas uma hora as ações valorizaram mais de 30%, contando o fechamento no after-market. Na última hora foram negociados mais de seis vezes o volume do dia. A notícia que precipitou o movimento foi o anúncio de uma provável fusão com a LAN, companhia aérea chilena. Pelo acordo as ações da TAM deixarão de ser negociadas na bolsa brasileira e de Nova York, sendo trocadas pelas ações de uma holding da LAN, na forma de BDRs (Brazilian Depositary Receipts), tendo 95% de aceitação por parte dos acionistas. A nova empresa se chamará Latam Airlines. As marcas TAM e LAN permanecerão. A junção das duas companhias cria a maior empresa aérea no Chile e Brasil, controlando quase 50% do tráfego aéreo nos dois países.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ruídos na Comunicação?

O processo de comunicação entre os indivíduos e corporações apresenta claras imperfeições. Sempre está cercado por ruídos que podem provocar perdas ou desvios nos objetivos da mensagem. Resumidamente, nem sempre aquilo que o emissor deseja informar é precisamente aquilo que o receptor decifra e compreende. Com base nos últimos documentos disponibilizados pelo Banco Central, uma parcela significativa de analistas econômicos foi surpreendida com a alteração do ritmo de aumento da taxa básica de juros. Apesar do aparente ruído na comunicação, o curioso é que, diferentemente dos economistas, muitas das mesas de negociação de mercados futuros das instituições financeiras anteciparam o movimento. Teriam percebido alguma mudança significativa no cenário macroeconômico e não refletida nos sinais transmitidos pela autoridade monetária?

Não parece plausível. Assim, aparentemente, houve algum distúrbio na comunicação. Os documentos e a reprodução dos modelos macroeconômicos, utilizados pelo Banco Central, não apontavam para a direção que foi seguida. As projeções do Relatório de Inflação sinalizavam para que houvesse a convergência da trajetória da inflação para o centro da meta, a taxa básica teria que sofrer duas elevações consecutivas de 75 pontos e uma de 25 pontos na reunião de dezembro. Houve, portanto, uma clara dissonância entre o discurso e a decisão tomada nesta última reunião. Para a autoridade, a redução de riscos para o cenário inflacionário ocorrido, após o encontro de junho, serviria como justificativa para a elevação da taxa de juros em apenas 50 pontos básicos. O intrigante é que nem mesmo em um momento crítico, como o da quebra do Lehman Brothers, se teria verificado uma modificação tão súbita de postura.

Os fatores internos e externos que compõem o balanço de risco teriam se comportado de forma a suportar a mudança de atitude do Banco Central? Ao que tudo indica, a decisão teria sido tomada preponderantemente com base no cenário de curto prazo ou em outras palavras, se peso maior aos resultados correntes da taxa de inflação, relativizando o papel das expectativas futuras e as condições estruturais da economia.

No que se refere ao quadro inflacionário recente, a mudança de cenário não foi tão significativa. Todavia, ainda que a pressão nos preços no segmento de serviços persista, a mudança no comportamento dos preços de bebidas e alimentação deverá reverter a deterioração verificada no inicio deste ano. Adicionalmente, o comportamento relativamente confortável das medidas de núcleo e o recuo do índice de difusão reforçam a hipótese de que o risco inflacionário foi mitigado e que o esforço para a convergência da inflação ao centro da meta possa ser menor. A novidade revelada na Ata do Copom refere-se ao horizonte temporal para a convergência, ao que tudo indica o prazo foi estendido para o primeiro semestre de 2012.

Pode-se, também, observar que a recuperação da produção industrial já está disseminada por todos os setores. De uma forma geral, a reversão das medidas de desoneração tributária deve levar a atividade para um ritmo de expansão mais compatível com as potencialidades da economia e sustentado de forma saudável pelos canais de crédito e do mercado de capitais. Os indícios dessa acomodação podem ser observados em alguns indicadores de atividade, como o índice mensal do Banco Central, os indicadores do nível de utilização da capacidade instalada da FGV e do CNI, as vendas no comércio ampliado e o crescimento do endividamento dos consumidores. Contudo, o comportamento futuro ainda está repleto de incertezas que podem minar a confiança dos consumidores e dos empresários.

Estruturalmente, a maior restrição para a obtenção de um crescimento mais acelerado encontra-se nas contas externas. Pela insuficiência de poupança e como a elasticidade renda das importações é bem superior à das exportações, uma expansão mais agressiva só é possível com o recurso da poupança externa e refletida no déficit nas contas correntes. O volume expressivo de remessa de lucros e dividendos e o atual descompasso entre importações e exportações despertam o alerta para a dinâmica futura das contas externas. A insuficiência dos investimentos diretos para cobrir o déficit nas contas externas é um sinal claro da deterioração que pode levar uma estória já conhecida: parada súbita da entrada de capitais, aguda depreciação da taxa nominal de câmbio e a adoção de políticas monetária e fiscal fortemente contracionistas.

No frente externa, com a queda no otimismo com as economias mais ricas, ficam evidenciadas as limitações da recuperação da atividade global por intermédio dos países emergentes. A atividade industrial da China já exibe uma evolução mais moderada. A economia norte-americana demonstra um ritmo de expansão mais lento do que esperado, de modo que a previsão de crescimento para 2010 foi reduzida, os níveis de confiança dos consumidores ainda permanecem em patamares inferiores aos vigentes antes da crise de 2008/2009 e o desemprego continua em patamar elevado. As informações mais recentes sobre o consumo apresentam taxas negativas não só para os EUA, como para o Japão e para a Área do Euro. Para esta última há ainda o agravante de que o excessivo endividamento dos países diminui a margem de manobra para a utilização de estímulos fiscais.

A configuração de um quadro internacional mais sombrio atingiria a economia brasileira através dos preços das commodities internacionais. A desaceleração da China e o crescimento mais baixo das economias mais ricas devem reduzir estas cotações. A tendência com a queda do índice CRB do Commodity Research Bureau é que haja uma redução no preço das exportações e no quantum exportado. Isso se constituiria em um cenário desfavorável para as exportações e por sua vez em um efeito negativo na atividade econômica. Contudo, a menos que haja uma nova débâcle com forte impacto na liquidez internacional, não é provável que se tenha uma desaceleração da economia em grande magnitude.

Enfim, apesar da melhoria do balanço de riscos, não houve uma alteração abrupta na tendência dos principais indicadores de preços e de atividade. A mudança da autoridade monetária parece estar fundamentada no processo de aprendizagem com a última crise financeira internacional. De uma forma geral, a impressão que se tem é que a reação dos principais bancos centrais aos primeiros sinais de mudanças de cenário tem sido mais rápida. A prestação de contas à sociedade, através das explicações expostas na ata para o processo de tomada de decisão, mostra-se crível. Assim, apesar de polêmica e de ter gerado um ruído em relação às mensagens anteriores, a decisão em estender o horizonte da política monetária é factível com o recrudescimento das incertezas.

Boka Passou

Agenda do investidor para esta sexta-feira
Mais um dia de concentração no mercado norte-americano. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga as Vendas no Varejo, de bens duráveis e não-duráveis de julho e os Estoques das Empresas (industrial e varejo), do mês de junho. A Universidade de Michigan apresenta a preliminar do Sentimento do Consumidor de agosto, índice que revela a confiança e expectativa do consumidor em relação à economia em geral. O Departamento do Trabalho divulga o Índice de Preços ao Consumidor de julho.
Expectativa: Hoje sai o resultado da Petrobras
Analistas e investidores ficam hoje na expectativa para a publicação do resultado do segundo trimestre da Petrobras. É esperado que a petrolífera obtenha os lucros líquidos próximos de R$ 8 bilhões no último trimestre. Mas a maior preocupação dos investidores é mesmo com a proximidade da capitalização da companhia. Analistas esperam que a direção da empresa possa dar maiores esclarecimentos sobre o assunto. Outro fator que pode prejudicar a cotação da empresa é o nível de endividamento, possivelmente aumentado devido ao atraso no processo de capitalização. Esse fator poderia pressionar as agências de classificação de risco a rebaixar as notas de crédito da companhia.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta quarta-feira
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio referente a junho, com indicadores que permitem acompanhar o comportamento do comércio varejista no país. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga a Balança Comercial, com os volumes de importações e exportações no período de junho. O Departamento do Tesouro apresenta o Orçamento do Tesouro do mês de julho. Nos Estados Unidos a Associação de Bancos de Hipoteca divulga os números de Pedidos de Hipoteca com referência semanal. O Departamento de Energia divulga o Estoque de Petróleo semanal.
Desânimo: Bolsas abrem em forte queda
As principais bolsas européias e futuros dos índices norte-americanos abrem em forte queda nesta manhã após a perspectiva econômica para os EUA se tornar incerta. O FED, banco central norte-americano, afirmou ontem que não irá retirar medidas de estímulo econômico, pois a recuperação da economia se encontra mais fraca do que havia sido antecipado. Para piorar a China vem trazendo indicadores que mostram que sua economia está gradualmente desacelerando, deixando analistas e investidores receosos com a possibilidade de uma nova recessão.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta terça-feira
A agenda começa com a divulgação pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do início de agosto, índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. O IBGE divulga a Pesquisa Industrial Mensal Emprego e Salário com dados relativos ao comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais em junho, abrangendo todo o Brasil. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga os Índices de Produtividade e Custos da mão de obra no país. O Departamento do Comércio divulga os Estoques no Atacado de junho. Começa a série de reuniões do FOMC (Federal Open Market Committee) do FED que definem o rumo da taxa de juros básica dos EUA.
CÂMBIO: Mesmo com Otimismo em Bolsa, REAL resiste e se mantém na casa dos R$ 1,75
Seguuuuuuura Peão! E o dólar também! Como um bom domador de gado, mesmo com a forte elevação dos volumes financeiros nosso câmbio esta resistindo fortemente às pressões externas. Isso porque todo esse otimismo nesse início de segundo semestre incluindo a forte reação do fluxo cambial fechando julho positivo em U$ 712 milhões e o "pull" de analistas prevendo uma Bovespa na casa dos 70 mil pontos novamente, não foram suficiente para romper a mínima dos R$ 1,75, que se mostrou firme e não desvalorizando como proporcialmente deveria.

Todos de olho no FED hoje
Hoje os investidores ficarão de olho no anúncio da reunião do banco central norte-americano (FED), que sairá às 15h15, horário de Brasília. A grande dúvida que paira no mercado é se o FED irá promover algum novo estímulo econômico imediato, dado a queda na taxa de crescimento dos EUA e China, e se a instituição reduzirá a zero a taxa de juros básica da economia. Ben Bernanke já havia afirmado no final de julho que o banco central provavelmente não iria promover novos estímulos ao mercado mesmo com o futuro da economia continuando incerto. Analistas afirmam que o mercado está ansioso e na esperança de um novo plano de estímulo e se isso não se confirmar os investidores devem ficar desapontados. Os índices futuros norte-americanos começam dia em queda, prenunciando uma abertura em baixa das bolsas do país.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta segunda-feira
Hoje a agenda se concentra em indicadores do mercado nacional. A Fundação Getulio Vargas divulga dois indicadores inflacionários: o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor ? Semanal) e o IGP-M, índice mensal comumente utilizado para a correção de contratos de aluguel e tarifas de energia elétrica. O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. No Japão começará a reunião do comitê de política monetária do Bank of Japan para a definição da política monetária do país.
Bolsa pode retomar alta hoje afirmam analistas
Os investidores devem assistir a um dia de ganhos hoje acreditam os analistas. Os indicadores e eventos do dia no mercado nacional não devem trazer nenhuma novidade em relação à economia brasileira. No mercado internacional também não haverá divulgação de dados econômicos importantes. O dia parece começar bem para os principais mercados europeus. Lá os papéis de mineradoras e petrolíferas apresentam boa alta já no início do dia, deixando os investidores animados com o possível rendimento da Vale e Petrobras na bolsa brasileira. Nos EUA os futuros dos principais índices indicam abertura do mercado em alta. Os investidores norte-americanos aguardam a divulgação de mais resultados trimestrais de companhias listadas na bolsa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta sexta-feira
O IBGE divulga dois índices inflacionários: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente como índice de medição das metas inflacionárias, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) referentes a julho. O IBGE ainda apresenta o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) de julho feito a partir do levantamento dos custos (material e mão de obra) da construção civil no setor habitação. O IBGE também divulga a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física Regional, relatório produzido desde a década de 70, com indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da indústria extrativa e de transformação. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga a Média de Horas Trabalhadas em uma Semana, Taxa de Desemprego e Remuneração por Hora Trabalhada. O FED (banco central norte-americano) informa o nível do Crédito ao Consumidor de junho.
Incerteza: Investidores na espera por dados econômicos
Hoje nos EUA saem diversos indicadores do mercado de trabalho e o nível do crédito ao consumidor norte-americano. Os analistas avaliam que números abaixo do esperado podem trazer os mercados a uma correção. Com a subida intensa vista nos últimos pregões e na iminência de um final de semana, os investidores podem se sentir impelidos a embolsar parte dos lucros. Na Europa os principais mercados acionários abrem o dia em alta avaliando os bons resultados do banco RBS, apresentando lucros pela primeira vez desde 2007. Nos EUA os futuros dos índices se movimentam muito pouco, aguardando a divulgação dos indicadores econômicos para o dia.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Crédito Rural no Brasil

O Crédito Rural no Brasil
2. O crédito rural no Brasil, assim como nos demais países, é um importante instrumento de fomento que visa dar condições ao agricultor, em especial ao produtor que não dispõe de todo o capital necessário para investir e sobreviver meses até a colheita e a posterior comercialização (ou seja, em sua grande maioria, o pequeno produtor), de não só produzir os alimentos necessários ao país como agregar valor a uma produção, gerando renda e emprego no campo.
Para suprir a demanda por crédito rural, cooperativas agropecuárias passaram a atuar fornecendo recursos para os produtores rurais que, individualmente, não conseguiam captá-los no mercado financeiro. Seu papel de intermediação entre o produtor rural e instituições financeiras permite com que parte da resistência empresarial em ceder crédito à agricultura seja superada, agregando diversos produtores sob uma mesma bandeira e otimizando, então, o processo de análise e concessão de crédito.
Apesar da existência de experiências de crédito rural sistemático anteriores à década de 1960, é nesses anos que o Ministério da Fazenda e o Banco Central estruturam um conjunto de medidas objetivando uma melhora nas condições da produção agrícola brasileira, marcando assim uma definitiva evolução do sistema de crédito rural no Brasil. Políticas específicas para o setor são implementadas, como a alocação de porcentagens de depósitos à vista em bancos comerciais ao fomento de atividades agropecuárias, reduzindo taxas de juros praticadas em concessões de crédito. É o início do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), existente até hoje, e representante do crédito rural estatal.
É o papel ativo do estado, envolvido por um ideário nacional, promovendo a economia nacional e o setor agrário através da intervenção governamental destinando volumes substanciais de crédito subsidiado para agropecuária. Tais medidas impulsionaram a participação do crédito rural no montante de crédito praticado na economia, saltando de uma participação de 29% em 1964 para 70,8% em 1968 (SAYAD, 1978).
A partir da década de 1980, com a economia nacional passando por um momento de forte inconsistência monetária e fiscal, os programas de crédito rural amargam a dura crítica de sua ineficiência sob aquelas condições: juros agrícolas abaixo do mercado e inflação em aceleração, uma equação propícia ao aumento do endividamento fiscal do Estado – é a chamada “crise fiscal”, que incapacitaria a continuidade da atuação vigorosa do governo no financiamento à agricultura. Sucessivos planos de estabilização da economia, monitorados pelo FMI, com o componente de ajuste fiscal tornam fatal qualquer tipo de política de concessão de crédito.
Em meados da década de 1990, a preocupação central do Tesouro volta-se ao controle da taxa de juros e com isso cada vez mais se ausenta da concessão de crédito rural.
Houve também nesta época a criação de diversos programas com o objetivo de reescalonamento das dívidas rurais.
Em texto oficial do Banco do Brasil (BANCO DO BRASIL, 2004), “Nessa época (1994-1995) o mercado já assimilava o conceito de ‘Cadeia Produtiva’, exaustivamente divulgado pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), que trouxe uma nova visão do mercado do agronegócio no Brasil”, visão especialmente conveniente no contexto da tentativa de desonerar as contas públicas e aumentar a participação privada no financiamento à produção primária. Dessa forma cada vez mais a iniciativa privada passa a compor o quadro de financiadora rural. Infelizmente, nessa transição, não houve uma política maciça e consistente de inserção do produtor rural marginal nesse novo quadro de agentes financiadores da agricultura. Assim, a maioria numérica dos produtores que compõem o mercado citado no excerto oficial acima, mais uma vez, se viu inserido em um esquema incompreendido – e inacessível – de concessão de crédito rural, etapa fundamental no processo produtivo no campo.
Esse novo esquema, baseado em ideais liberais, deveria ter sido acompanhado de uma política de capacitação do pequeno produtor, desprovido de estrutura organizacional, para que este pudesse acessar e participar desse novo esquema. Não o foi, e mais uma vez o país se moderniza e no processo reforça a exclusão e a desigualdade social e de acesso às políticas públicas.
Novos títulos privados de financiamento do agronegócio são criados para emissão de agentes específicos, como cooperativas, produtores rurais e empresas ligadas ao agronegócio, beneficiadoras, instituições financeiras e securitizadoras. Estes novos instrumentos são os CDA – Certificado de Depósito Agropecuário, CDCA – Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio, WA – Warrant Agropecuário, LCA – Letra de Crédito do Agronegócio e o CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio (SILVA, 2006), e são a externalidade contratual dessa modernização conservadora na concessão de crédito rural.
Verificamos hoje nas diretrizes da política agrícola para a safra 2008/2009 do Ministério da Agricultura a expectativa de se aumentar o volume de recursos do crédito rural; a oferta de crédito rural para custeio e comercialização para a agricultura empresarial nesta safra será de R$ 65 bilhões e R$ 13 bilhões para a agricultura familiar.

Na próxima semana a parte III

“Seguro Rural no Brasil”

Boka Passou

Agenda do investidor para esta quinta-feira
No Brasil a Fundação Getulio Vargas divulga o IGP-DI (Índice Geral de Preços ? Disponibilidade Interna), média ponderada dos índices IPA (60%), IPC (30%) e INCC (10%). Sai o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, mensalmente feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), contendo informações sobre previsão e acompanhamento das safras agrícolas. O Dieese publica o Índice do Custo de Vida de julho para os moradores do município de São Paulo. Nos Estados Unidos o Departamento do Trabalho divulga os Pedidos de Seguro-Desemprego semanal.
Bolha imobiliária na China volta ao noticiário
A Comissão Regulatória dos Bancos na China voltou a preparar os bancos chineses para mais um teste de estresse, dessa vez simulando uma queda de até 60% no valor de propriedades imobiliárias nos centros onde houve maior especulação. As informações não são oficiais, mas analistas acreditam que os bancos chineses não conseguiriam suportar uma queda maior do que 30% nos preços dos imóveis. Eles acreditam que o governo quer avaliar o pior cenário possível para tentar reverter a situação e deixar claro ao mercado que um problema existe mas estão se preparando. O governo chinês já havia tomado medidas para evitar a especulação imobiliária aumentando as taxas de juros de hipotecas e depósitos mínimos iniciais e a suspensão de empréstimos para compra de um terceiro imóvel. As medidas têm surtido efeito e resta ao mercado esperar que os bancos chineses dêem conta do recado

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

MP 497 ATUALIZA CONCEITO DE DAY TRADE

MP 497 ATUALIZA CONCEITO DE DAY TRADE

Brasília, 28 - A Medida Provisória 497 traz em seu artigo 21 uma atualização do conceito de Day Trade para efeito de tributação. A nova regra já vale a partir de hoje, uma vez que a MP já foi publicada no Diário Oficial. Pela nova regra, será considerado Day Trade - compra e venda do mesmo ativo, no mesmo dia - apenas operações realizadas em uma mesma corretora. Antes, o conceito se estendia a operações feitas no mesmo dia com ativos em corretoras diferentes.

Segundo o subsecretário de tributação da Receita Federal, Sandro Serpa, o objetivo é tornar a regra mais clara, diminuir a evasão no setor e facilitar a vida tanto do Fisco como das corretoras, diminuindo a incerteza jurídica envolvendo essas operações. Essa incerteza decorria do fato de que somente tempos depois, a partir de cruzamentos de dados, a Receita conseguia identificar as operações feitas em corretoras diferentes como Day Trade, efetuando então a tributação com as sanções devidas pelo não recolhimento do tributo na fonte e criando um risco para as corretoras, que só conhecem o que acontece em sua empresa não nas outras utilizadas pelos investidores.

Agora, só serão consideradas as operações dentro de uma mesma corretora. Se um investidor comprar um ativo em uma corretora e vender em outra, não será feita a cobrança de IR sobre Day Trade, mas sim a tributação normal sobre operações financeiras. "Vamos facilitar o entendimento para todos", afirmou o técnico da Receita. Embora tenha mencionado que a tributação de Day Trade é mais "gravosa" do que a normal, Serpa não informou as alíquotas incidentes nas duas modalidades de operação.
(Fabio Graner)

Boka Passou

Agenda do investidor para esta quarta-feira
Agenda cheia de indicadores de peso nos EUA. A Associação de Bancos de Hipoteca divulga os números de Pedidos de Hipoteca com referência semanal. A ADP divulga o nível de emprego privado (excluindo os rurais) de julho. O Instituto de Gerentes de Compras (ISM em inglês) divulga o ISM Services de julho, indicador que mede o nível de atividade da economia americana. Sai também o tradicional Estoque de Petróleo semanal, com as reservas norte-americanas da commodity.
Cenário é de continuação da tendência de alta afirmam analistas
Os mercados internacionais continuam as quedas vistas ontem, aguardando mais dados da economia norte-americana que serão divulgados hoje, num dia avaliado como de correção para os analistas, ou seja, uma pequena seqüência de quedas em meio uma tendência de alta. Os agentes do mercado esperam que os indicadores que saem nos EUA mostrem que o país continua se recuperando economicamente mesmo que em ritmo mais lento. Na Europa balanços corporativos com desempenho abaixo do esperado deixaram os investidores descontentes com as ações dos setores bancários e de varejo. De qualquer forma os analistas aguardavam esses dias de realização após uma seqüência de 11 dias de alta do Ibovespa. Segundo eles o cenário se mantém positivo para o mercado acionário brasileiro.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Boka Passou

Agenda do investidor para esta terça-feira
A agenda começa com a divulgação pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de julho, índice que mede a variação de preços para o consumidor na cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos. Teremos a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relatório produzido desde a década de 70, com indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da indústria extrativa e de transformação. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio publica os dados relativos aos Pedidos às Fábricas (bens duráveis e não duráveis), as Vendas Pendentes de Imóveis e a Renda e Gastos Pessoais de junho da população norte-americana.
CÂMBIO: Mesmo com Real em queda, Expectativa de Inversão vem Tomando Força
"Bolsa acima dos 67 mil, Real em níveis abaixo dos R$ 1,77 e Estados Unidos voltando a crescer. Tudo indo de vento em popa novamente..." Essa foi à expressão que ouvi de um palestrante neste último final de semana sobre a situação atual dos mercados. Porém, mesmo com toda essa euforia de crescimento será que é seguro voltar a se posicionar mais direcionalmente e pegar a "onda" dessa alta? De acordo alguns especialistas a resposta...

Ibovespa busca os 70.000 pontos afirmam analistas
Após vários pregões de altas na bolsa brasileira os analistas não temem alguma correção que possa vir no caminho. Eles estão confiantes de que o Ibovespa procura negociar perto dos 70.000 que é sua resistência mais próxima. Depois disso pode tentar buscar os 74.000 seu topo histórico. Entretanto os analistas afirmam que uma piora no cenário econômico chinês e sem uma clara resposta do governo local para estimular a economia pode colocar tudo a perder. No restante do mundo os resultados dos balanços corporativos têm mostrado força e é isso que tem sido repassado ao mercado. Os investidores estão voltando a ficar otimistas com a recuperação econômica mundial.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Produção industrial na China atinge ritmo mais lento em 17 meses

- A produção industrial continuou a desacelerar na China em julho, atingindo o ritmo mais lento em 17 meses, segundo dados divulgados neste domingo pelo governo chinês.
A agência de notícias oficial chinesa, Xinhua, informou que o índice que mede as compras dentro da atividade passou de 52,1 em junho para 51,2 em julho - um indicador acima de 50 representa expansão.
A última vez que o índice foi para baixo de 50 foi em fevereiro do ano passado, afirmou a Xinhua.
Os resultados correspondem com a iniciativa chinesa de resfriar a economia para evitar o superaquecimento e a possível formação de uma bolha no setor imobiliário.
Analistas dizem que a restrição do crédito para as empresas por parte do setor bancário está fazendo efeito.
Ao mesmo tempo, o governo tem reduzido as medidas de estímulo para projetos de construção civil e controlando o investimento em fábricas com alto consumo de energia e emissão de poluentes.
Os dados mais recentes sobre o crescimento chinês mostram que a economia se expandiu 10,3% no trimestre encerrado em junho.
Foi um crescimento menor que o de 11,9% alcançado no trimestre de janeiro a março, mas bastante acima dos 8% fixados como objetivo pelo governo.

BM&F Bovespa cortará em 50% o custo fixo das corretoras

A primeira redução que será aplicada pela BM&F Bovespa é de 30% e passa a valer a partir deste mês. A medida ajuda a compensar a alta dos gastos após abertura de capital das bolsas.

A grita das corretoras de valores e mercadorias, que fazem a intermediação dos negócios nos pregões da BM&F Bovespa, começou a fazer efeito. Está prestes a ser anunciada uma redução média de 30% nos custos fixos mensais pagos por elas à bolsa.

A mudança, prometida para começar a valer agora, em agosto, atende a um pleito que vem desde quando as então BM&F e Bovespa foram transformadas em empresas, abriram o capital e passaram a ter as próprias ações negociadas no mercado, em 2007.

Segundo a proposta, que será formalizada nos próximos dias, a redução deverá chegar a 50% a partir de janeiro de 2011.

"É uma forma de dar mais oxigênio para as corretoras", comemora o diretor-superintendente da Associação Nacional das Corretoras de Valores, Câmbio e Mercadorias (Ancor), Carlos Eduardo Lofrano.

"A bolsa reavaliou processos e verificou que havia condições de diminuir custos sem comprometer a qualidade de serviço."

A bolsa defende que foi a expansão da capacidade de processamento dos sistemas de negociação que permitiu baixar certas taxas, benefício que vai em linha com o objetivo de estimular a popularização do mercado de capitais via corretores.

Do outro lado, paira sobre as intermediadoras - especialmente as não ligadas a grupos financeiros - a sensação de que os custos embutidos na atividade tornam mais difícil a tarefa de fazer o negócio render.

Explica-se: até 2007, as bolsas eram espécies de associações de corretoras sem fins lucrativos. Toda a receita com as taxas de negociação cobradas dos investidores era revertida em prol delas próprias, que pagavam pouco ou eram isentas de custos por uma série de serviços.

"Eram taxas quase simbólicas, já que as bolsas eram das corretoras", lembra o diretor de operações da Souza Barros, Ricardo Pinto Nogueira.

Desde que viraram empresas, as bolsas - fundidas em 2008 - cortaram benefícios. "Foi preciso ajuste interno, mas mesmo assim os custos cresceram muito", destaca o executivo.

O que muda

Entre as mudanças a ser implementadas pela bolsa está a extinção da cobrança pelo chamado pacote tecnológico básico, que inclui uma estrutura mínima de envio e processamento de operações e acesso aos serviços de liquidação, entre outros.

Também vai cair, em um terço, o preço pago pelas corretoras pelo número de ofertas de clientes que enviam por minuto à bolsa.

Atualmente, uma instituição que contrate a faixa de até 120 ofertas por minuto, por exemplo, gasta R$ 5 mil por mês. Já as que precisam de mais "espaço" podem desembolsar até R$ 120 mil mensais.

Haverá, ainda, redução de 33% no valor das portas de acesso ao segmento Bovespa da bolsa, enquanto as portas para o segmento BM&F, até agora gratuitas, passarão a ser cobradas.

Também o fornecimento de cotações para o home broker, ou pessoa física, e o acesso ao Sinacor (sistema de gerenciamento para corretoras) ficarão mais baratos.

Em compensação, o preço por estação de acesso ao Mega Bolsa (sistema de negociação de ações) e ao GTS (sistema de derivativos) vai subir de R$ 200 para R$ 300. Trata-se das telas utilizadas pelos operadores das corretoras para enviar as ordens.

Procurada, a BM&FBovespa afirmou que não comentaria o assunto.

Alguns serviços terão desconto e outros sofrerão acréscimo

Pacote tecnológico

O custo do pacote tecnológico básico será reduzido em 100% - a ideia, claro, é extingui-lo. Ele contempla uma estrutura mínima de acesso a serviços da bolsa, como largura de banda ou custódia. A proposta da bolsa é de que cada serviço seja contratado separadamente.
Ofertas por minuto

Para dar conta da demanda dos clientes, as corretoras contratam faixas de envio de ofertas por minuto junto à bolsa. Esse custo varia de R$ 5 mil a R$ 120 mil por mês e deve sofrer redução de 33%. Corretoras que ultrapassam o limite das faixas contratadas são multadas pela bolsa.
Portas de acesso

O custo com portas de acesso ao segmento Bovespa será reduzido em um terço. Elas representam a ligação da corretora com o pregão - e há portas específicas para cada tipo de cliente (institucional ou home broker). As portas de acesso ao segmento BM&F começarão a ser cobradas.
Cotações

O preço do fornecimento das cotações de ações, em tempo real, para serem disponibilizadas nos sistemas de home broker das corretoras também deve cair 33%. É o que se chama de "market data home broker". As corretoras pagam por cliente conectado ao sistema.
Sinacor

O Sistema Integrado de Administração de Corretoras é um software de gestão com 15 módulos. Atualmente, a taxa de adesão aos módulos varia de R$ 951,50 a R$ 1.744 e as mensalidades, de R$ 158,50 a R$ 872. Estes custos deverão ser reduzidos em 33%.
Estações de sistema

O custo por estação dos sistemas Mega Bolsa (de negociação do segmento Bovespa) e GTS (de negociação do segmento BM&F) vai subir de R$ 200 para R$ 300. Estas estações são, na verdade, os computadores por meio dos quais os operadores das corretoras enviam as ordens.

Boka Passou

Agenda do investidor para esta segunda-feira
No Brasil a Fundação Getulio Vargas divulga o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor ? Semanal). O Banco Central divulga o Relatório Focus e o Ministério do Desenvolvimento apresenta a Balança Comercial da semana. Nos Estados Unidos o Departamento do Comércio divulga os Gastos com Construção em todos os níveis da economia: pública, privada, residencial e não residencial de junho. O Instituto de Gerentes de Compras (ISM) divulga o seu Índice ISM de julho, indicador que mede o nível de atividade da economia americana.
Segredos Gráficos da Maior Corretora do Mundo hoje às 21h00
Bolsas em forte alta: Resultados melhores que os esperados
As principais bolsas européias e futuros norte-americanos abrem o dia em forte alta. Os recentes e surpreendentes resultados corporativos dos bancos HSBC e BNP Paribas mostram aos investidores que a recuperação econômica continua a mostrar força. Mas não são só os bancos que mostram força e sim as companhias em geral tem apresentado resultados corporativos senão acima das expectativas, pelo menos além dos resultados dos trimestres anteriores. No entanto os investidores aguardam mais sinais da China, acreditando que o governo irá gradualmente retirar as políticas de refreamento da economia, após os últimos dados econômicos do país asiático mostrarem um contínuo declínio na atividade industrial.