terça-feira, 15 de março de 2011

Agenda do investidor para esta terça-feira
No Brasil o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal do Comércio, com indicadores que permitem acompanhar o comportamento do comércio varejista no país. Nos Estados Unidos o FED do estado de Nova Iorque publica o Índice Empire State que mede o nível de atividade industrial na região. Serão divulgados também os Preços de Importação e Exportação, que tentam antecipar tendências inflacionárias no mercado norte-americano. O FED (banco central norte-americano) convoca a reunião que definirá a taxa básica de juros da economia norte-americana. No Japão começam as reuniões do comitê de política monetária do Bank of Japan, que foram reduzidas a um dia para antecipar a solução dos problemas provenientes do terremoto da semana passada no país.
Bolsa do Japão afunda: Como reagiu nossa Bolsa no último grande terremoto japonês
O Japão enfrenta uma situação difícil: além de conviver com os destroços e feridos do terremoto seguido de tsunami que devastou o país, a população se sente ameaçada por uma crise radioativa por conta das explosões nos reatores nucleares da planta de Fukushima. A bolsa de valores japonesa captou bem a situação e despencou 10,5% ontem. Desde o desastre o índice Nikkei da bolsa de valores já caiu mais de 17%. No Brasil os investidores devem ser contaminados com o clima de incerteza. É possível fazer um comparativo com o passado? Como reagiu nossa bolsa após o último grande terremoto japonês? Em 17 de janeiro de 1995 o Japão se viu numa situação similar à da semana passada. O desastre conhecido como terremoto de Kobe tirou a vida de mais de seis mil pessoas. A maioria delas da cidade de Kobe, epicentro do terremoto. Nos cinco dias que sucederam o terremoto, com prejuízos estimados em 2,5% do PIB japonês na época, o índice Nikkei da bolsa de valores do Japão caiu 8%. A queda continuou até o final de junho daquele ano, chegando a se desvalorizar 25%, quando inverteu a tendência e voltou a se valorizar. A nossa bolsa passava por um período difícil naquele momento. O índice Ibovespa teve uma queda de 40% até março daquele ano, quando finalmente voltou a caminhar para um cenário positivo. Vale lembrar que em 1995 o Brasil enfrentava seus primeiros desafios com o então novo Plano Real, que não havia nem completado um ano, e a crise de reservas internacionais iniciada no México em 1994. Mas se for possível fazer uma comparação, a situação japonesa no momento é muito pior do que a vista em 1995. Pelo menos é assim que os investidores de lá estão enxergando a situação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário