Ontem foi o dia que o governo sentenciou: não haverá mais altas na taxa SELIC este ano. O Palácio do Planalto colocou toda a equipe econômica na vitrine para reiterar a mensagem de que, segundo Brasília, já foi feito bastante para controlar a inflação no país. A reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social foi escolhida para mandar o recado para o mercado das intenções do governo.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez uma apresentação bastante concisa sobre todos os passos que o BC já adotou para segurar a inflação, e de fato já foi feito bastante (aumentaram a SELIC, compulsórios, aumento do IOF para crédito e o ajuste fiscal em curso). Mas para além do que já foi feito, o mais importante foi o panorama pintado por Tombini onde a inflação é um fenômeno mundial e que nesta circunstância “até que o Brasil não está tão mal”.
Concordamos com o presidente do Banco Central, é evidente que o mundo passa por um momento excepcional de inflação e esta alta de preços se deve – em grande medida – a política monetária expansionista do FED (em tempo: às 13:30 de hoje o FED irá anunciar a nova taxa de juros, ás 15:15 Ben Bernanke falará à imprensa). Os juros nos EUA devem passar por uma reversão da tendência de queda já neste ano uma vez que os resultados econômicos por lá estão mostrando sinais de força. Hoje foi divulgado os Pedidos de Bens Duráveis e estes avançaram 12,2% YoY, o gráfico abaixo evidencia a retomada.
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