quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Agenda do investidor para esta quinta-feira
A agenda está vazia e sem muito peso hoje. No Brasil o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) de setembro, conjunto de dados sobre a força de trabalho que permitem avaliar as flutuações e a tendência, a médio e a longo prazo, do mercado de trabalho. Nos EUA será o feriado do Dia dos Veteranos, mas os mercados de futuros e ações irão operar normalmente.
Panamericano: O que esperar para o futuro próximo
O assunto de ontem não poderia ser outro: a iminência de quebra do banco Panamericano. Para entender o problema de forma bem simples: o banco Panamericano vendia suas "mercadorias", mas não dava baixa no estoque, duplicando dessa forma seus ativos e melhorando seus resultados financeiros. As mercadorias eram na verdade carteiras de crédito relativas principalmente a financiamento de veículos e crédito consignado vendidas a outros bancos. E para piorar, como aumentava os lucros ficticiamente, o banco pagava imposto de renda maior do que o realmente devido. O Banco Central está de todas as formas tentando acalmar os ânimos do mercado. Para a instituição o problema está resolvido com a injeção unilateral do controlador no valor de R$ 2,5 bilhões e considera o caso como isolado, sem repercussão ao resto do sistema financeiro. Segundo a instituição o rombo líquido do banco seria de aproximadamente R$ 900 milhões, diferença entre o patrimônio líquido da instituição e as irregularidades contábeis encontradas. Alvir Hoffman, diretor do BC, afirmou que os problemas do banco podem ter começado há quatro anos, entretanto somente uma investigação aprofundada conseguirá descobrir como e quando começaram os problemas. Mas o banco passa agora por um momento difícil: toda a instituição financeira deve possuir um pilar indispensável em sua constituição: credibilidade. Como os parceiros do negócio, acionistas, depositantes, clientes irão enxergar o banco a partir de agora. Ainda mais indispensável saber é como um rombo desse tamanho passa despercebido pela empresa de auditoria contratada pelo banco, que ainda não se manifestou, o Banco Central e a própria Caixa Econômica Federal, que adquiriu parte do banco cerca de um ano atrás. Amanhã o banco pretende divulgar os resultados referentes às operações do terceiro trimestre deste ano. Mas a pergunta que fica é: Com qual confiança os investidores poderão receber essas informações agora?

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